Tal como o Instituto Superior de Ciências Educativas, também o Instituto Piaget quer que o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira esclareça as declarações que fez na passada sexta-feira sobre eventuais casos de facilitismo na atribuição de notas em cursos de formação de professores, como seria o caso destes dois estabelecimentos de ensino privados.
Para Jorge Pedreira, o facto de haver dois estabelecimentos de ensino que "colocaram", nos últimos dez anos, tantos educadores e professores de 1.º ciclo nas escolas quanto o conjunto das escolas superiores de educação públicas causa "estranheza" e "perplexidade". E justifica a necessidade de haver um outro controlo na admissão a professor, através de uma prova nacional de ingresso.
"Para aquilatar da qualidade dos alunos formados nas nossas Escolas, em que dados se baseou o senhor secretário de Estado? Realizou porventura alguma avaliação de desempenho?", interroga agora o conselho directivo do Instituto Piaget, em comunicado. Na mesma nota, a direcção afirma que as declarações do secretário de Estado são "lesivas do seu bom nome" e "injustas" para os alunos, professores e funcionários que vêem o seu trabalho posto em causa "com tanta ligeireza e numa disputa [político-sindical] a que são completamente alheios".
O Instituto Piaget garante a qualidade da sua formação tem sido atestada pelo Ministério do Ensino Superior e várias comissões de avaliação externa e diz-se disponível para "debater o funcionamento e missão das suas escolas".
A questão da criação de uma prova de admissão à carreira docente começará a ser discutida amanhã entre o Ministério da Educação e os sindicatos.