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O caminho catalão para enfrentar doenças crónicas

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SINCRONIZAÇÃO: programa permite coordenar, de forma muito mais eficaz, todo o big data relativo a doentes da Catalunha

D.R.

O Instituto Catalão de Saúde está a construir, em colaboração com a IBM, um plano de coordenação para ter uma visualização única de dados de cada doente com base no big data.

As possibilidades de reunir enormes quantidades de dados sobre todas as vertentes das cuidados de saúde representam não só um avanço, mas também um desafio, uma vez que implicam um trabalho altamente eficaz para retirar o melhor partido dos muitos números e valores. É o que está a acontecer no Instituto Catalão de Saúde, onde se está a implementar uma nova forma de coordenar big data com a colaboração da IBM.

É um programa de saúde que permite a visualização única da informação de cada doente a partir de enormes volumes de informação e quer facilitar o trabalho de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde com maior ligação entre setores. Tudo a partir de um software de fácil acesso.

Responsável por um grupo com oito hospitais e 470 unidades primárias de saúde que fornecem serviços a pouco mais de sete milhões de cidadãos na região autónoma espanhola, o Instituto Catalão de Saúde sentiu necessidade de aproveitar as novas possibilidades para dar o salto para o próximo nível e ganhar novas hipóteses de sinergias entre os seus profissionais.

“Percebemos a importância da acção conjunta de profissionais das diferentes áreas de serviço na saúde e o impacto positivo que pode ter nos indíces de saúde dos utentes, na qualidade dos serviços prestados e no uso de recursos sociais”, garantiu Jaume Benavent, um dos responsáveis pela instituição catalã.

Abordagem progressista

O objetivo é que haja uma abordagem que olhe para cada doente de forma individualizada, com um perfil formado por dados de inúmeras fontes e estudos feitos de raiz para o programa. No fundo, procura-se uma nova forma de olhar também para os serviços de saúde prestados em casa, as reavaliações e a colaboração entre os mais variados fornecedores de cuidados e de acompanhamento social.

 “No que diz respeito a tratar doenças crónicas, é importante ter noção da quantidade de fornecedores e responsáveis envolvidos”, avisou Javier Olaizola, líder do setor de saúde da IBM Espanha. “A Catalunha está a trabalhar numa abordagem progressista para integrar dados vitais e permitir cuidados coordenados entre comunidades sociais e médicas”, garantiu. Numa região onde 60% da população com mais de 65 anos tem doenças crónicas e é responsável por mais de 70% dos gastos de saúde, esta medida pode fazer a diferença para o futuro.