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Informação genética de uma empresa portuguesa pode salvar vidas

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PROGRESSO: Produto permite chegar à informação genética de um doente em poucos minutos ou mesmo segundos

D.R.

Coimbra Genomics desenvolveu o sistema de apoio à decisão clínica ELSIE para tirar partido das diferenças genéticas entre cada pessoa.

Os genes são a árvore da vida dos seres humanos e escondem pistas valiosas para responder a certas doenças. É aqui que entra em ação a Coimbra Genetics, uma empresa portuguesa que trabalha para os médicos terem mais sucesso no seu trabalho com base no ADN.

“Desenvolvemos um sistema de apoio à decisão clínica – chamado ELSIE – que pode ser utilizado em qualquer parte do mundo e que tira partido das diferenças genéticas entre cada pessoa para permitir decisões clínicas sobre prescrição, diagnóstico ou prognóstico  que são personalizadas, ou seja, feitas à medida de cada doente. Não existe nenhum produto no mundo com estas características”, explica o CEO, Nuno Arantes Oliveira.

Qualquer médico “sem particulares conhecimentos em genética ou genómica” pode utilizar o ELSIE para ter informação genómica detalhada sobre um dado doente, num espaço de tempo que se pode reduzir a poucos minutos ou mesmo segundos.

“Também não há nenhum sistema, tanto quanto sabemos, que consiga tratar esta informação de uma forma tão segura do ponto de vista da privacidade e da confidencialidade dos dados, ou que seja tão facilmente escalável para vários hospitais, ou mesmo sistemas nacionais de saúde. O sistema também é inovador em termos da facilidade da sua utilização e por poder dar respostas em, virtualmente, qualquer área terapêutica”, garante Nuno Arantes Oliveira.

Democratizar o genoma

A expectativa é que, com os profissionais de saúde a terem maior acesso às especificidades genéticas de cada doente, seja possível, por exemplo, poupar tempo e fundos na prescrição de tratamentos que podem não ser tão eficazes para uma dada pessoa ou perceber, de forma mais exata, como uma doença vai evoluir.

Mais de dez anos após a sequenciação do genoma humano, o trabalho desta empresa passa por “democratizar” o conjunto de conhecimentos que se tem acumulado com esse progresso.

O ELSIE está a ser bem recebido no Centro Hospitalar da Universidade da Coimbra e a empresa já se encontra em negociações “avançadas” com instituições da Espanha e da Alemanha. “Dentro de 4 a 6 anos – esperamos ter a plataforma disponível para uso das populações de várias regiões, pelo menos na Europa”, revela o CEO da Coimbra Genomics.

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