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Expresso

Prémio Produção Nacional 2015

Vítor Mendes herda lagar histórico e inicia reviravolta tecnológica

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A empresa produz marca própria em três lotes diferenciados

A mudança contínua de equipamentos para estar na linha da frente tem produzido resultados na qualidade dos azeites que extraem. Reduzir os impactos ambientais é também uma prerrogativa. Esta é a última das histórias de produtores e produtos inovadores e da evolução dos distinguidos no Prémio Intermarché Produção Nacional 2014, que este ano voltou a ser um projeto do Expresso e da SIC Notícias.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O lagar está na família há mais de um século. João Vítor Mendes, detentor de vários olivais na região de Santarém, herdou-o, e, em 1991, passou a explorá-lo, encetando uma contínua remodelação, passando do artesanal, de prensas, à modernização tecnológica na extração do azeite. Juntamente com a mulher, Maria Mendes, constituíram em 2008 uma sociedade - a Fio Dourado - que tem feito das questões ambientais uma preocupação.

A linha de equipamentos em aço inoxidável permitiu um salto qualitativo no azeite, por via do reforço nas condições de higiene e a utilização de baixas temperaturas. Foram ainda instalados equipamentos de limpeza e lavagem da azeitona.

O embalamento e comercialização de azeite virgem extra com marca própria - Quinta do juncal - é feito desde 2001. A evolução dos equipamentos possibilitou melhorar o desempenho e através de um embalamento contínuo prestar este serviço, não só a clientes que ali produzam azeite mas a outros que queiram também ter a sua marca.

A qualidade do azeite foi distinguida no ano passado pelo Prémio Intermarché Produção Nacional, tendo a empresa sido um das vencedoras.  "Já temos muito volume de venda, até para exportação, de azeite granel, mas a nossa quota de mercado de azeite embalado pode crescer",  refere Ângela Bastos, responsável de qualidade.

Os azeites com que trabalham distinguem-se pela acidez baixa e os compostos aromáticos, que dependem de fatores, entre outros, do tipo de azeitona utilizada e o estado de maturação. Além disso, o tempo que medeia o momento em que a azeitona é colhida até ser processada não ultrapassa as 24 horas.

Todos os processos são sujeitos a uma rigorosa vigilância, desde a colheita, à descarga, limpeza ou até na própria batedura. "Controlamos as temperaturas das massas de azeitona para que não haja uma perda da qualidade", frisa a responsável.

O azeite de qualidade máxima  - extra virgem - embalado está disponível em três lotes - Culinarium, Seleção e DOP do Ribatejo. França e Itália são os principais mercados de exportação de azeite a granel.

Ângela Bastos destaca a inovação deste lagar localizado em Pernes: "Procuramos sempre ter os equipamentos mais recentes, que deem maior capacidade de extração sem que ocorram perdas de qualidade, e procuramos os métodos mais eficazes de transformação". Foram um dos primeiros lagares a ter certificação da qualidade, ambiente e segurança alimentar e recentemente reforçaram a proteção ambiental com a adesão ao sistema europeu de ecogestão e auditoria EMAS para uma melhoria contínua neste âmbito.

A sustentabilidade tem sido uma matriz. Num compromisso pela ecoeficiência, têm estabelecido metas na gestão da energia, da água e de resíduos por forma a reduzir o desperdício e o seu impacto no ambiente.


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