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Pensar o País com Música de Fundo

1 ideia para compor o país: não aceitar para Portugal nada menos do que merecemos

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Alberto Frias

Alexandre Soares dos Santos é a mais recente das 30 personalidades da Gestão, da Política e da Música que o Expresso convidou para responderem à questão: Que ideia tem para compor o país? Conheça a reflexão do gestor, numa rubrica do projeto Pensar o País com Música de Fundo, do Expresso e do Deutsche Bank, que pode acompanhar no nosso site.

"«Ah, minha pátria, tão bela e abandonada», cantam os Hebreus feitos escravos, junto às margens do Rio Eufrates,  no terceiro acto de Nabucco, a ópera de Verdi que comove pela expressão do amor de um Povo à sua pátria.

Esse Coro dos Escravos é, para mim, um momento supremo de beleza triste. A angústia, o pesar, o sofrimento dos judeus agrilhoados perante a incerteza do destino da sua terra natal ameaçada, fazem erguer as suas vozes, possantes: «Oh, meu país tão encantador e perdido!».

Em Nabucco, acontecem o milagre da conversão do Rei da Babilónia e a consequente libertação do Povo.

Pensar numa ideia para compor Portugal é aceitar o convite para esse voo do pensamento, com asas de ouro. É pensar que também Portugal precisa de ser amado assim, com esta força, com este sentimento, com esta fé. É não aceitar para Portugal nada menos do que merecemos. Porque sem esse bem querer que devemos ter pela pátria e pelos “nossos” não há milagre que nos possa valer.

Falo de fé para falar de capacidade de acreditar nas nossas potencialidades enquanto grande Nação europeia e atlântica. Falo de fé para falar também de resistência contra tudo o que nos puxa para trás. E para baixo.

Portugal saiu muito recentemente de um ciclo de anos de aprisionamento e de perda da autonomia, em virtude de muitos erros cometidos. Com duro sacrifício dos Portugueses, que está longe de ter chegado ao fim, reconquistámos alguma liberdade para determinar o nosso futuro. Por amor do nosso país, do nosso povo e das gerações que hão-de vir, não podemos deitar a perder os resultados desse esforço e desse combate.

Precisamos de apoiar tudo o que possa fazer florescer a nossa liberdade e a nossa independência. A começar pela educação e a informação, objectiva e rigorosa, dos cidadãos acerca dos seus direitos, dos seus deveres, do funcionamento das instituições e da realidade do país. E passando, a meu ver, pela defesa e estímulo da iniciativa privada e do empreendedorismo, com visão e orientados para o reinvestimento dos lucros e para o crescimento.

A minha ideia para compor Portugal é, em suma, mais liberdade. De pensamento, de debate, de expressão. O que implica a libertação das dependências, dos estigmas, dos complexos de inferioridade. E também da ignorância atrevida, dos preconceitos ideológicos, do egoísmo. 

Porque mais liberdade, para ser a sério, implicará sempre mais maturidade, mais consciência e, inevitavelmente, mais responsabilidade."

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    Luís Represas é o quarto entre as 30 personalidades da Gestão, da Política e da Música que o Expresso convidou para responderem à questão: Que ideia tem para compor o país? Conheça a reflexão do músico, numa rubrica do projeto Pensar o País com Música de Fundo, do Expresso e do Deutsche Bank, que pode acompanhar no nosso site.

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    António Chainho é a quinta de 30 personalidades da Gestão, da Política e da Música que o Expresso convidou para responderem à questão: Que ideia tem para compor o país? Conheça a reflexão do virtuoso da guitarra portuguesa, numa rubrica do projeto Pensar o País com Música de Fundo, do Expresso e do Deutsche Bank, que pode acompanhar no nosso site.