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O Meu Futuro

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Competências que podem mudar a economia

Augusto Mateus apresentou a versão preliminar do estudo que conduziu sobre as soft skills em Portugal

Nuno Botelho

O impacto e o estado das soft skills em Portugal foram o grande destaque na conferência “O Meu Futuro, As Minhas Competências, organizada por Expresso e McDonald's, que teve como ponta de partida a apresentação preliminar de um estudo dedicado ao tema, com coordenação de Augusto Mateus

É um dos grandes desafios da nossa economia para o futuro: colocar competências de relacionamento e mentalidade ao serviço do saber adquirido no mundo académico e profissional. No fundo, utilizando os termos em voga no sistema global, potenciar as hard skills com o desenvolvimento das soft skills.

Foi uma das grandes conclusões da conferência "O Meu Futuro, As Minhas Competências" que reuniu hoje figuras relevantes do mundo empresarial no hotel Miragem, em Cascais, para debater um tema que se assume como cada vez mais relevante para a sociedade.

Organizada por Expresso e McDonald's, o certame teve como base um estudo intitulado "Sof Skills em Portugal" conduzido por Augusto Mateus & Associados a pedido da multinacional do mundo da restauração. Foi pela voz do antigo ministro da economia que se deu o pontapé de saída para a discussão, com a apresentação do relatório preliminar do projeto. Se "explorar a economia com doses de capital e trabalho era o antigo standard, atualmente as métricas vão muito além destes pilares" adiantou, enquanto vincou que apesar dos avanços nos últimos anos, ainda apresentamos "insuficiências neste campo."

Seguiu-se uma mesa redonda moderada por Nicolau Santos, diretor do adjunto do Expresso dedicada aos resultados do trabalho. Para o secretário de Estado do emprego, Miguel Cabrita, é perfeitamente possível "treinar estas competências que não são tão visíveis no currículo" enquanto José Miguel Leonardo, diretor geral da Randstad Portugal, garantiu que ainda "existe um desfasamento entre as pessoas que chegam ao mercado de trabalho e o que as empresas necessitam." Na opinião de Sofia Tenreiro, diretora geral da Cisco Portugal a "tecnologia ajuda e impulsiona" ao passo que Jorge Ferraz, diretor geral da McDonald's Portugal, acha que o maior desafio é "estimular" este caminho.

Como Augusto Mateus lembrou, agora que "percebemos o contributo", sobra tudo o resto.