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O Futuro do Crescimento

A missão das fábricas de talentos no Futuro do Crescimento

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Os quatro painéis foram sempre seguidos com atenção pela plateia no Hotel Ritz

Tiago Miranda

O mercado laboral e os novos modelos de crescimento estiveram em discussão nos dois últimos painéis da conferência “Futuro do Crescimento”

Enquanto os participantes se alongavam pelos corredores do Hotel Ritz, ainda se ouvia conversas perdidas sobre as ideias que se ouviram ao longo do dia. No final de uma conferencia “International Summit of Business Think Tanks” dedicada ao Futuro do Crescimento - organizada pelo Expresso e o Fórum de Administradores de Empresas (FAE), em parceria com a Accenture – ainda havia espaço para conversas informais. E perceber o que vai (e está) a mudar.

Xavier Huillard foi uma das figuras que marcou a tarde. Orador no terceiro painel que juntou também Annemarie Muntz, da Randstad; Hollis Hart, do Citiban e Íñigo Sagardoy de Simón, da Sagardoy Abogados, com moderação do director adjunto do Expresso, João Vieira Pereira. O presidente do Institut de l’Enterprise falou sobre “A força de trabalho do futuro” para dizer que “o talento tem que ser alimentado e nós podemos criar capacidades. A isso se chama gestão. A nossa missão é ser fábricas de talentos”, garantiu. Torna-se por isso necessário “introduzir mudanças educativas para mudar mentalidades dos estudantes” o mais cedo possível.

A questão da educação foi também levantada por Annemarie Muntz para dizer que a ideia do processo de Bolonha deve ser mais “afinada e racional para responder à realidade.” Íñigo Sagardoy de Simón destacou a “legislação mais flexível que se começa a criar” enquanto Hollis Hart referiu que “as novas gerações têm menos ligação com a empresa” pelo que se deve encontrar outra forma de lidar com elas.

Criar mercados
Dedicado aos “Novos Modelos de Negócio para o Crescimento”, o quarto e ultimo painel contou com Luis Filipe Pereira, da FAE; Javier Targhetta, da Freeport-McMoRan e; Johannes Koenen, da CESifo. O Big Data esteve em destaque, com Johannes Koenen a garantir que “as grandes empresas têm a vantagem de ter toda a informação" sobre uma base larga de clientes: "Podem matar uma ideia de negócio inovadora numa semana. Há que saber como lidar com isso”, completa. “A realidade está em constante mudança”, admitiu Javier Targhetta ao mesmo tempo que Luís Filipe Pereira falou do Uber e das companhias low-cost para explicar empresas que colocam em causa estruturas estabelecidas: “Geram boas oportunidades e podem criar mercados.”

De manhã, visão foi a palavra chave. O CEO da EDP, António Mexia, foi o grande destaque ao afirmar que é “preciso perder a visão de curto prazo” para ajudar a “lutar contra certos estereótipos e tabus.” Já Joseph J. Minarik, do Research Committee for Economic Development, destacou a energia, os cuidados de saúde, e a produtividade como os três desafios que considera mais importantes para o futuro.

Palavras que marcaram um dia de debates à volta do "Futuro do Crescimento".