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Nova Agricultura

A campeã dos Açores: Irina produz 50 litros de leite por dia

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A Irina, tem quatro anos, produz 50 litros de leite por dia e é a melhor vaca leiteira dos Açores

A vaca foi premiada no concurso de leiteiras dos Açores, que há 15 anos procura ser um estímulo para os produtores das ilhas

Rubina Freitas

Chama-se Irina, tem quatro anos, produz 50 litros de leite por dia e detém o trono de melhor vaca leiteira dos Açores até ao próximo ano. E não é coisa pouca, se se pensar que se distinguiu entre 240 animais a concurso, de 80 explorações de São Miguel.

Trata-se de um evento organizado pela Associação Agrícola de São Miguel há 15 anos e que visa "promover a qualidade do sector agrícola e dar a conhecer a todos a excelência dos animais da raça Holstein Frísia que existem em São Miguel que podem ser equiparados aos melhores do mundo”, segundo Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola. O concurso, afirmou ainda, é mais-valia para as explorações, que "ao aproveitar esta montra, podem valorizar os seus animais, e daí poderem tirar algum rendimento na venda de genética da sua própria exploração”.

Para os animais serem premiados, “devem ser sujeitos a um conjunto alargado de etapas, que passam pela tosquia de diferentes regiões anatómicas do animal, pelo desfile em pista, pelo tipo de alimentação a fornecer aos animais antes e durante o concurso e pelo cálculo do número de horas de leite que deve ter um animal antes de entrar em pista, de forma a conseguir um úbere bem inserido e equilibrado”, revelou à imprensa local. Além destas vertentes, “existe um tratamento adequado que os animais devem ter nas explorações de forma a poderem potenciar a suas características”.

A vaca Irina, propriedade da sociedade Melosfarm, das Feteiras, concelho de Ponta Delgada, "é uma vaca muito completa". É um bom animal", disse o dono Octávio Melo, indicando que a vaca campeã "produz uma média de 50 litros por dia". Com o prémio atribuído a Irina, a Melosfarm já conta no seu palmarés com sete vacas "grandes campeãs", regozijou-se. "Foram precisos muitos cuidados para ter uma vaca campeã, nomeadamente uma boa alimentação, além da questão da qualidade genética que conta muito”, garantiu.

Jorge Rita também salientou a aposta na genética." Estamos a falar de um concurso dos melhores que existe a nível europeu, o melhor a nível nacional com uma grande dinâmica apesar das dificuldades que o setor atravessa", disse. "Continuamos a produzir com qualidade, a melhorar a qualidade dos animais e a melhorar a qualidade dos alimentos para termos um produto de excelência", concluiu.

Até 26 de julho de 2016, acompanhe de segunda a sexta um caso nacional de inovação agrícola, com o apoio do Prémio Produção Nacional, um projeto do Expresso e do Intermarché