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Nova Agricultura

História da Agricultura guardada num antigo barracão em Mora

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O objetivo é documentar as práticas de outrora em contraponto com a realidade dos dias de hoje

Sean Gallup

Novo núcleo museológico é guardião das memórias do povo de Mora e quer ao mesmo tempo chamar mais turistas ao distrito de Évora

Podem a agricultura e as florestas caber num museu? A Santa Casa da Misericórdia de Mora garante que sim e transformou um antigo barracão agrícola da Herdade da Barroca num núcleo museológico agro-florestal. Uma obra que reforça a oferta turística da zona ao mesmo tempo que salvaguarda as memórias da população daquela localidade.

O novo espaço, inaugurado este ano, pretende ser uma porta aberta para as histórias de vida da população do concelho e um espaço de reflexão sobre o futuro de uma região envelhecida.

Na abertura oficial deste equipamento cultural, o provedor da Misericórdia de Mora explicou que o objetivo foi pegar na “história da agricultura, das atividades económicas e empresariais em Mora entre 1900 e 2011 e perceber o impacto que isso teve na população do concelho”.

Segundo Manuel Caldas de Almeida, mais do que resolver problemas no imediato, este museu pretende ser um contributo para inverter a tendência de envelhecimento e desertificação demográfica, que se acentuou a partir dos anos 1980. Por isso, além do contributo para a criação de emprego e dinamização da economia local, é intenção desta Santa Casa integrar o novo espaço nas rotas de turismo e redes de oferta do concelho.

O novo polo situa-se na estrada que liga Mora ao Fluviário, mesmo no desvio que leva o visitante ao Parque do Gameiro e tem espaço para exposições permanentes e temporárias, além de uma pequena loja e zona de convívio no exterior.

O museu apresenta de momento a exposição “Continuidade e Modernidade”, dedicada às diversas transformações sociais e económicas ocorridas no concelho, desde o início do século XX até à atualidade. Um vasto acervo fotográfico atesta a vida agrícola das gentes morenses ao longo do tempo, documentando as práticas de outrora em contraponto com a realidade dos dias de hoje. “Pretende-se uma visão integrada da História recente da região, partindo das suas condições naturais e ambientais, bem da observação da população e das suas vivências, a par com as modificações que a inovação tecnológica trouxe nas práticas agrícolas locais”, lê-se no folheto de apresentação.

O núcleo museológico agro-florestal da Barroca ​funciona de terça a sexta-feira, das 14h00 às 17h30. Ao fim de semana funciona das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00. Encerra à segunda-feira. O bilhete custa 2 euros.

Até 26 de julho de 2016, acompanhe de segunda a sexta um caso nacional de inovação agrícola, com o apoio do Prémio Produção Nacional, um projeto do Expresso e do Intermarché