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Mês da Energia

Luz Boa avança a partir de Viseu

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Com sede em Viseu, a empresa funciona de forma 100% online: adesões por telefone ou internet, faturas eletrónicas e pagamentos por débitos direto

Rui Duarte Silva

Muito se tem falado de mercado livre de energia. Começam a aparecer várias empresas e todas prometem os melhores descontos. Sinal da concorrência a funcionar. A Luz Boa é uma das empresas que quer levar luz ao país a partir de Viseu. É o último dos casos que, de segunda a sexta, demos ao longo do mês de junho no Expresso Diário e Online para marcar o Mês da Energia, projeto de Expresso e EDP

A 24 de abril do ano passado Vítor Santos, presidente da ERSE, disse em sede de Parlamento que “a média do desconto de quem transita para o mercado liberalizado é da ordem dos 10%”. A Luz Boa segue-lhe o exemplo e promete apenas uma coisa: poupança na conta de eletricidade.

A ideia luminosa apareceu, tal como nos desenhos animados, a gravitar em torno da cabeça de Pedro Morais Leitão que depois de estudar o mercado da eletricidade português percebeu que havia espaço para mais. Mais operadores e mais poupança. A ele juntaram-se os amigos de infância, do tempo em que viam os tais desenhos animados, Bruno Pais e José Pedro Amaral.

Foi ali que se começou a ilustrar o início da aventura. Em 2015 já a história ia longa e de zero clientes passaram a 5 mil. Com sede em Viseu, de onde são naturais, e escritório em Lisboa, a empresa funciona de forma 100% online: adesões por telefone ou internet, faturas eletrónicas e pagamentos por débitos diretos. Vão assim fugindo às pequenas despesas do dia-a-dia que fazem crescer a conta de eletricidade no final do mês.

Dos cinco mil clientes atuais, 2/3 são famílias e os restantes são pequenas e médias empresas; estes conseguem uma poupança de 6% na fatura, aqueles poupam até 7% em comparação com o mercado regulado. Para já clientes com grandes consumos ainda não podem aderir. É que depois de comprar a energia e de a vender aos clientes a Luz Boa tem que comprar o acesso à rede. Isto significa ter que se pedir garantias bancárias. Quanto mais avultadas forem, maior é o risco e menos probabilidade têm de a banca na situação atual as dar.

A viseense, apenas com 10 meses de existência, alumiou o caminho com mais brilho, após a entrada de Tim Vieira, que detém 40% de participação na empresa. Até aí crescia apenas com os capitais dos três sócios. De futuro, a elétrica pensa entrar no mercado da instalação de painéis solares para autoconsumo e na venda de gás. Até ao fim do ano, a luz que querem conquistar é a de 10 mil clientes em carteira.

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