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Mês da Energia

Produzir com desperdício

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Os detritos dos serviços municipais podem ser transformados em biometano, por exemplo

PATRICK HERTZOG

O biocombustivel começa a ser produzido em maior escala e já há algumas agências ambientais que o recomendam como uma alternativa aos combustíveis fosseis

Filas na bomba de gasolina, carro na reserva, uma fortuna para atestar o depósito e muito dióxido de carbono emitido numa ida até ao trabalho. Este é um cenário com que a maioria dos encartados e com carro próprio se depara quase diariamente, mas o mundo está a mudar e com ele muda também o tipo de combustível que se vai pondo no carro. O biometano está cada vez mais próximo de se tornar uma alternativa.

Este biocombustível avançado tem baixos níveis de carbono, é renovável e pode contribuir para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, anuncia a EPA — agência de proteção ambiental dos Estados Unidos.

Biocombustíveis significam menos 50% de CO2, mas como se chega lá? Desde a cana do açúcar à palha passando por resíduos de animais há muitas formas alternativas de fazer o motor do carro andar, e não só. Estes tipos de energia renovável podem também ser usadas como bioeletricidade.

Até à data o que é agora utilizado, em alguns casos, para servir como biocombustível, eram deitados fora ou até mesmo queimados o que significava um impacto muito grande no meio ambiente. Por outro lado, são apontadas algumas criticas como o facto de a biomassa produzir muitas cinzas, ter alterações de densidade muito dispares e o transporte ser muito dispendioso.
O principal é que não se produza biomassa do zero, isto é, apenas devem ser usados os desperdícios existentes. Dar-lhes uma nova vida.

Acompanhe o Mês da Energia ao longo de junho, de segunda a sexta, no Expresso Diário e Online

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