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Mês da Energia

Nas renováveis, a Índia já não está em desenvolvimento

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Sustentabilidade e preservação têm sido os motores do governo indiano neste projeto

Narinder Manu/AFP/Getty Images

Em muitos assuntos, a Índia é caracterizada como país em desenvolvimento mas a definição torna-se incompatível com os esforços energéticos que o país asiático tem feito e que o estão a transformar num autêntico laboratório energético a céu aberto

“Propomos dobrar a capacidade de produção de energia renovável no nosso país de 25 mil MW em 2012 para 55 mil MW até 2017.” Esta foi a promessa deixada em 2013 pelo então primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, no discurso de abertura da IV Conferência Ministerial de Energia Limpa daquele país.

Se na altura foi criticado por ser um projeto, mais que ambicioso, até utópico, em 2016 Piyush Goyal, ministro da energia, seguiu-lhe os passos garantindo que a Índia está a um passo de se tornar a capital mundial das energias limpas. Até à data, o país tem reunido esforços para se tornar num laboratório de energia renovável a céu aberto, com a abertura de parques eólicos e fotovoltaicos. Daqui para a frente dever-se-á investir na plantação de árvores e no acesso à energia em zonas que continuam às escuras no país e que onde habitam cerca de 288 milhões de pessoas.

Sustentabilidade e preservação têm sido os motores do governo indiano neste projeto e Piyush acrescenta que se esta inovação andar de mãos dadas com o crescimento económico, a Índia poderá responder finalmente “às aspirações de todos os cidadãos”. Da lista dos maiores emissores de gases estufa do mundo, a Índia passou a fazer parte da lista de maiores investidores nas energias renováveis.

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