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Mês da Energia

A energia de Bill

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O fundador da Microsoft promete um "milagre energético"

Suzanne Plunkett / Reuters

A inovação não se faz sem investimento nem pesquisa e, depois de trazer ao mundo a Microsoft, Bill Gates aposta na energia de fissão nuclear. O presidente da TerraPower espera que em 2030 já haja energia a ser produzida desta forma

Não vem do vento, não vem das marés nem do sol. É energia limpa e de fissão nuclear, Bill Gates é o cabecilha do projeto e promete um “milagre energético.” Mas já lá vamos. Na física o conceito de fissão nuclear é conhecido por todos e com ele já se fez história numa das mais negras partes da história da humanidade, é certo. Durante este processo, uma reação exotérmica provoca descargas energéticas altíssimas, como aconteceu com a bomba atómica.

No fundo, e sem agostinhos, a fissão nuclear é apenas a separação de dois átomos para a criação de energia e é assim que o multimilionário norte-americano pretende diminuir a dependência energética da rede. A empresa já existe e o nome é auto-explicativo: TerraPower. Em 2024, a China receberá o projeto piloto com o país a ser escolhido não só pela abundância de centrais nucleares, mas também pela “qualidade dos engenheiros”.

Numa sessão de esclarecimentos no MIT, Bill Gates adiantou que é expectável que depois de superadas todas as exigências de segurança, ambientais e económicas, em 2030 o projeto já possa ser alargado ao resto do mundo.

Como desvantagens, o fundador da Microsoft tem a jogar contra ele a necessidade da utilização de urânio e de criação de centrais nucleares. Acrescenta que o futuro não será movido à energia a que estamos habituados mas, como “não há milagres”, não se pode esperar uma energia limpa sem investimento em pesquisa e experiência. Da parte dele, o passo está dado.

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