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Mês da Energia

Vinho quente

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600 painéis fotovoltaicos produzem a ennergia necessária para a produção de vinho em Guatambu

D.R.

Na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, uma herdade de 270 mil hectares faz toda a sua produção de vinha através de energia solar

Em Guatambu produz-se vinho, passa-se férias naquilo a que muitos chamam de turismo rural e que neste caso pode ser considerado turismo ambiental. Na produção vinícola entre a fronteira do Brasil com o Uruguai não só se está no meio do ambiente como também se usa o ambiente para estar lá.
São 270 mil hectares cobertos de vinha, adegas e uma casa pronta a receber turistas. Guatambu era isto até maio, mês a partir do qual a produção começou a funcionar totalmente através de energia solar, aproveitando as 3200 horas de sol que recebe por ano.

Um investimento de 1,5 milhões de reais que Gabriela Hermann Pötter, poprietária da Estância Guatambu, acredita que em oito anos será possível ter retorno. Este permite que não só que tudo o que ali é movido seja com a força do Sol, mas que também seja introduzida na rede a energia que não é utilizada.
Em 2013, começaram os testes. Três anos de funcionamento usando apenas 18 painéis, o sucesso da experiência fez com que este ano se alargasse o parque de painéis fotovoltaicos para 600, que produzem os mais que necessários 20 mil kw que a quinta consome por mês. No meio da inovação agrícol,a Guatambu vai mais longe e aproveita o Sol para a sombra. Sim, assim mesmo, os painéis fotovoltaicos servem de sombra ao parque de estacionamento da estância.

Sustentabilidade é palavra de ordem por aqueles lados. Vários reservatórios foram instalados de forma a aproveitar a água da chuva que mais tarde é devolvida ao meio ambiente sob a forma de irrigação dos jardins. As piscinas também são enchidas com essa água e toda a rede de proteção em caso de incêndio está abastecida desta forma.

O vinho que por ali se bebe chama-se Dom Pedrito e este ano nos rótulos já deverá vir a indicação de que foi produzido apenas com recurso a energia limpa. Os produtores querem que esta seja a imagem de marca e que sirva de sensibilização e, se possível, que outros lhe sigam o exemplo.

Acompanhe de segunda a sexta o Mês da Energia ao longo de junho, no Expresso Diário e Online

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