Siga-nos

Perfil

Expresso

Testemunhos

Ricardo Silva, manager do Grupo Lasa

  • 333

"Gostaríamos que por exemplo as embaixadas trabalhassem diretamente com as associações de setor e promovessem juntamente com estas os produtos no estrangeiro"

Qualquer uma das nossas empresas é considerada uma grande empresa (não PME), isto independentemente no numero de efetivos, volume de negócios ou total de balanço (os 3 critérios para a definição de PME), algo que consideramos injusto, pois qualquer das nossas empresas não atinge o critério de PME, mas como a estrutura acionista é comum é feito um somatório cujo resultado determina que cada uma delas é uma grande empresa, algo que no nosso universo de competição coloca-nos à partida em desvantagem comparativa, não nos dando acesso às mesmas ferramentas que um PME dispõe e colocando-nos em direta competição com estas e com grandes empresas mundiais que não têm comparação com a nossa dimensão, isto obviamente falando na nossa realidade que é o têxtil lar.

Quanto questão em si, gostaríamos de ver discutidos essencialmente 3 temas:

  • Os apoios às empresas para exportação, onde organizações como o IAPMEI e AICEP procuram desempenhar o seu papel o melhor possível, mas fazem-no de uma forma muito genérica, não atendendo às necessidades especificas de cada sector. Para isso gostaríamos que por exemplo as embaixadas trabalhassem diretamente com as associações de setor e promovessem juntamente com estas os produtos no estrangeiro. Exemplo disto, seria a criação do dia do têxtil-lar no Brasil e numa organização conjunta entre a embaixada de Portugal no Brasil e a associação de têxtil lar, fossem convidadas empresas para expor e clientes locais para conhecer os produtos, isto é só um exemplo. Pensamos que é necessário fazer um trabalho mais de terreno e menos de gabinete, onde o foco seja mais a empresa e os seus problemas e não dos lobbies;
  • O tema do financiamento às empresas deverá ser também discutido, sobretudo na ótica do acesso das empresas aos capitais para financiamento das suas atividades, cuja dificuldade é cada vez maior e há uma tendência da banca em, por um lado limitar esse acesso, e por outro procurar cada vez mais garantias pessoais dos acionistas das empresas, quando os empréstimos devem ser efetuados de acordo com a valia e garantias das próprias empresas;
  • O tema dos impostos e da máquina fiscal, julgo que é essencial ser discutido dado que as empresas continuam a ser tratadas de uma forma injusta e desigual pela AT, onde por exemplo uma empresa que por falta de pagamento do seu cliente, não entregue o IVA no dia exato é sacrificada com coimas que podem ir ao dobro do imposto não entregue e juros usurários, mas por outro lado quando a AT se atrasa na devolução do IVA das empresas exportadoras, está tudo bem e as empresas têm que se aguentar.