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Luís Pedro Martins, CEO da Zaask

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Luís Barra

"Os portugueses têm uma excelente capacidade de adaptação e as empresas, em geral, já perceberam que o tempo das “vacas gordas” acabou e o que têm que fazer para ser competitivas. Na minha opinião é isto que está a levantar a economia e acredito que não iremos ficar por aqui"

O panorama dos negócios depende, em boa parte, da qualidade e competitividade das empresas que estão no mercado. Na Zaask, temos uma visibilidade muito pormenorizada sobre a realidade da economia local (já com centenas de milhares de negócios promovidos), que representa 70% da economia global. Isto permite-nos compreender, com um pouco mais de detalhe, o que, na pratica, é necessário para uma empresa ser competitiva. Destaco 3 factores que temos observado consistentemente:

  • os clientes, por norma, não optam pela proposta mais barata, mas sim por aquela que lhes transmite mais confiança na qualidade. Assim sendo, as empresas que apostam na qualidade percebida com preços medianos, têm uma clara vantagem competitiva. No entanto, poucos conseguem apresentar as chamadas “reasons to believe” da sua qualidade;

  • Os clientes têm tipicamente as seguintes características: são espertos (captam facilmente problemas nas propostas das empresas), preguiçosos (não gostam de ter trabalho nomeadamente a andar atrás da empresa) e demoram tempo a decidir. Assim sendo, quem é mais persistente, prestável e com uma proposta de valor mais robusta, ganha.

  • mais de 70% das empresas não faz um acompanhamento ao orçamento enviado e mais de 50% demora demasiado tempo a enviar a informação (números internos Zaask). Ou seja, as empresas mais interessadas, destacam-se facilmente das restantes.

Concluindo, os portugueses têm uma excelente capacidade de adaptação e as empresas, em geral, já perceberam que o tempo das “vacas gordas” acabou e o que têm que fazer para ser competitivas. Na minha opinião é isto que está a levantar a economia e acredito que não iremos ficar por aqui. Penso que começa a haver um optimismo generalizado, principalmente entre as empresas que estão empenhadas de forma séria a providenciar uma boa experiência aos seus clientes e, de facto, ir de encontro às suas necessidades. Por outro lado, não há espaço para quem não o faz.