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Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase

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Tiago Miranda

"As apostas nas exportações e na internacionalização continuarão a ser os fatores chave para o crescimento das empresas portuguesas, quer sejam grandes ou PME"

A “ressaca” de uma crise de dívida com a dimensão que Portugal enfrenta demora sempre mais de 5 anos a digerir (regra geral, até mais de 10 anos).

A recuperação gradual da procura interna dos últimos tempos será, a meu ver, um fenómeno de dimensão limitada – devido ao elevado endividamento das famílias portuguesas.

Se a isso juntarmos ainda uma dívida relevante do Estado e empresas, somos levados a acreditar num crescimento suportado essencialmente na procura externa e no investimento estrangeiro.

Assim sendo, apesar de algum suporte trazido pela entrada dos fundos europeus, as apostas nas exportações e na internacionalização continuarão a ser os fatores chave para o crescimento das empresas portuguesas, quer sejam grandes ou PME. Por seu lado, esta aposta deverá apoiar-se na diferenciação e inovação do que fazemos sendo, por isso, fundamental continuarmos a investir em I&D, na ciência e tecnologia e na educação e qualificação dos portugueses.