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Rui Ramos, COO e Administrador da E-Solidar

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"Os instrumentos de financiamento estão hoje mais ágeis, existe capital de risco, existem business angels, fazendo com que, hoje e no futuro, o acesso a financiamento não esteja tão preso ao tradicional sistema bancário"

"As empresas portuguesas estão a modernizar-se cada vez mais e melhor. A evolução da qualidade dos recursos humanos em áreas fundamentais como a tecnologia, a medicina e a investigação e desenvolvimento permitem que hoje em dia, as empresas possam ter recursos humanos cada vez mais qualificados e de qualidade reconhecida em toda a Europa.

As empresas que no passado investiram na modernização e na formação dos seus quadros começam hoje a recolher os seus frutos, tornaram-se competitivas e globais!

As PME estão cada vez mais abertas ao mundo, a forte quebra dos mercados internos fizeram com que as empresas portuguesas procurassem novas fontes de receitas, novos produtos e novos mercados tornando-as, assim, menos voláteis às quebras de consumos internas.

O futuro adivinha-se fantástico e risonho. Existiu efetivamente um boom na criação de startups que hoje em dia se tornaram empresas sólidas, com rápida capacidade de captar investimento nacional e estrangeiro numa grande escala e acima de tudo, mais uma vez, fruto de uma visão global.

Os instrumentos de financiamento estão hoje mais ágeis, existe capital de risco, existem business angels, fazendo com que, hoje e no futuro, o acesso a financiamento não esteja tão preso ao tradicional sistema bancário, que também ele terá de se adaptar a toda esta nova forma de fazer negócios.

No que toca a nossa área de intervenção e de negócio, não temos dúvidas que a economia social veio para ficar. Começa agora a dar os seus primeiros passos, começam a surgir os primeiros investimentos em negócios sociais, a legislação começa agora a ser “desenhada”, é um sector com futuro, um sector que em países como o Reino Unido se encontra perfeitamente enraizado e tem forte impacto a nível económico e social no país.

Temos de melhorar o nosso sistema de justiça, essa é uma preocupação e representa efetivamente um problema e pode representar um entrave a um crescimento futuro, principalmente na área dos negócios digitais. A justiça não acompanhou, nem demonstra sinais de capacidade de se modernizar no que toca a regulamentação e legislação dos negócios digitais, um ecossistema empresarial forte e coeso não é possível se não existir um sistema de justiça devidamente adaptado e também ele com uma visão global. A lentidão do sistema de justiça na resolução de casos é efetivamente um entrave ao desenvolvimento.


Somos um país empreendedor, dotado de recursos humanos, estruturas preparadas para apoiar empresas e empresários, se soubermos aproveitar de forma adequada as oportunidades e “explorar” corretamente os recursos disponíveis: O caminho, apesar de longo, não temos dúvidas, será de oportunidades!"