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Maria Antónia Costa, CEO da Sage

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D.R.

"É preciso estreitar a relação entre as comunidades de alunos e as PME de forma a torná-las mais apetecíveis como local de trabalho para quem termina a sua carreira académica"

As PME representam mais de 90% do tecido empresarial português, pelo que é indiscutível o papel relevante e preponderante que têm na dinamização da economia e na criação de emprego. Entre 2008 e 2014 o mercado das PME caiu em Portugal, resultado das consecutivas crises financeiras que afetaram todo o mundo e, em particular, a Europa. No entanto, os sinais de recuperação surgiram já durante 2014 e essa tendência deverá manter-se até 2019. De acordo com o estudo “Impacto Económico Europeu – a contribuição das empresas de média dimensão para as economias da UE”, realizado pela Sage com o apoio do CEBR – Centro de Pesquisa Económica e Empresarial, o VAB (valor acrescentado bruto) das médias empresas portuguesas deverá ascender a 16,7 mil milhões de euros em 2019.

É notório que as empresas portuguesas começam, por isso, a dar sinais de confiança relativamente às suas próprias perspetivas. Um outro estudo do Grupo Sage – o Sage Business Index –, realizado em 2014, revela que as empresas portuguesas estão mais confiantes quanto às suas próprias perspetivas, tendo a confiança subido 5,07 pontos para 57,94, mas, no entanto, há ainda grandes desafios pela frente.

Um destes desafios é a necessidade de profissionalizar a gestão para tornar as empresas mais produtivas e competitivas, de modo a potenciar o crescimento de forma sustentada. No relatório da visita da missão do FMI a Portugal em março é referido precisamente que são necessários bons gestores para aumentar a produtividade dos trabalhadores, recomendando que é preciso “rever a eficácia e a amplitude dos programas para promover as competências de gestão em Portugal”. As escolas e as universidades têm aqui um papel fundamental. É preciso estreitar a relação entre as comunidades de alunos e as PME de forma a torná-las mais apetecíveis como local de trabalho para quem termina a sua carreira académica.

Um outro desafio prende-se com a capacidade de investimento das Pequenas e Médias Empresas. Estas empresas necessitam de ser muito mais "ágeis” que as empresas de maior dimensão e, neste ponto, o Portugal 2020 poderá dar um contributo bastante importante. O Programa Portugal 2020 constitui uma grande oportunidade para as empresas portuguesas alavancarem os seus negócios, apostando em projetos que contribuam para a sua modernização e para o aumento da sua competitividade.