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Fortunato Frederico, presidente do Grupo Kyaia

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Rui Duarte Silva

"Os grandes grupos financeiros, que deviam ser por norma o alicerce das PME, são muitas vezes o seu contrário, os seus coveiros"

"É do conhecimento geral que desde os anos 80 a economia à escala global tem vindo a arrefecer sem dar sinais consistentes de uma mudança substantiva.

Com um espirro aqui outro espirro acolá, mas sem uma lógica de crescimento económico que permita ás PME trilharem um caminho firme e sólido, para a sua sobrevivência e desenvolvimento.

Este é o calvário da maioria das PME que não conseguem afirmar-se como um todo e como factor principal do desenvolvimento e afirmação de uma economia de mercado, com crescimento sustentado, equilíbrio social, respeito pelo ambiente, tudo isto em grande parte motivado por factores externos e sobre os quais elas não têm controlo.

As economias dos chamados países emergentes que tanta esperança e ilusões trouxeram, tornaram-se autênticos flops que nada ajudaram no desenvolvimento do mercado.

Temos pois que num terreno hostil, cheio de dificuldades, algumas delas também por carências próprias da sua génese, às PME, vai ser necessário um grande esforço para se recolocarem no lugar devido, para o desenvolvimento duma economia mais justa e progressiva.

Ao poder politico caberá a responsabilidade de controlar os grandes grupos financeiros que tudo querem dominar sem olhar a meios e, muitas vezes, ultrapassando regras de uma economia racional e sustentada. Os grandes grupos financeiros, que deviam ser por norma o alicerce das PME, são muitas vezes o seu contrário, os seus coveiros."