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Portugal 2020 deve apoiar menos e melhores projetos

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DEBATE Nicolau Santos, diretor adjunto do Expresso, moderou a conversa entre Augusto Mateus, consultor da Augusto Mateus & Associados, Daniel Bessa, economista, Miguel Campos da Cruz, presidente do IAPMEI e António Melo Pires, diretor geral da Auto Europa

José Caria

As opções estratégicas ligadas aos financiamentos e fundos 2020 estiveram no centro do primeiro evento do projeto dinamizado por Caixa Geral de Depósitos, o Expresso e a SIC Notícias em Setúbal

Os fundos europeus do Portugal 2020 devem ser mais seletivos e exigentes e devem apoiar menos e melhores projetos se quiserem fazer a diferença na economia portuguesa.

Esta foi a principal conclusão da primeira conferência sobre financiamento e fundos 2020 promovida pela Inteligência Coletiva, a plataforma dinamizada pela Caixa Geral de Depósitos, o Expresso e a SIC Notícias para refletir e debater os desafios das empresas portuguesas.

“Distribuir dinheiro aos poucochinhos por milhares de PME tem mais a ver com política do que com crescimento ou desenvolvimento”, alertou, Daniel Bessa, antigo ministro da Economia e diretor-geral da COTEC, a associação empresarial para a inovação.

“A democracia não está em fazer chegar o dinheiro ao maior número de empresas mas em maximizar o retorno dos investimentos apoiados em prol do desenvolvimento do país”, apoiou Augusto Mateus, consultor e antigo ministro da Economia.

Miguel Campos de Cruz, presidente do IAPMEI, a agência para competitividade e inovação que analisa a maioria das candidaturas empresariais ao sistema de incentivos ao investimento do Portugal 2020, defendeu que o foco deve ser “trazer mais empresas para a exportação e a internacionalização”. E elencou três condições decisivas: fortalecer as redes colaborativas, a inovação aberta e o financiamento e capitalização das empresas.

António Melo Pires, diretor-geral da Autoeuropa, instou a rede de entidades que gere os milhões do Portugal 2020 a concentrar a sua atenção no retorno que os investimentos apoiados devem trazer para a economia portuguesa, como aumentar a produtividade ou as exportações: “Todos esses organismos deviam focar-se mais nos resultados e menos nos processos, cheques, faturas... Muitas empresas desistem dos fundos europeus porque a burocracia é enorme”.