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O que os empresários pensam

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Saiba a a opinião de dez destacados empresários portugueses sobre o panorama industrial e económico do nosso país e acompanhe o Inteligência Coletiva, um movimento de reflexão e discussão empresarial do Expresso e da CGD

Com origem no estudo "O que as empresas querem" - que o Expresso e a Caixa Geral de Depósitos organizaram em 2014 junto de 93 mil responsáveis empresariais para perceber como olham para determinados tópicos, como a burocracia ou a carga fiscal - o Inteligência Coletiva assume-se agora como um fórum de debate digital em que os empresários nacionais podem discutir a atualidade económica e o que esperam para o futuro. Acompanhe-nos no nosso site e no grupo de discussão no Linkedin. Faça parte deste movimento.

Fernando Reis Pinto, CEO da GEFCO

"Neste ponto, a identificação de parceiros internacionais confiáveis e com quem se possa construir uma relação de qualidade sustentada e que se mantenha no tempo é um passo exigente e desafiante. E, neste ponto, as PME portuguesas têm sido geralmente bem-sucedidas. Num mercado que é cada vez mais global é positivo que as empresas portuguesas queiram também participar. E têm potencial para o fazer com sucesso"

Fortunato Frederico, presidente do grupo Kyaia

"Ao poder politico caberá a responsabilidade de controlar os grandes grupos financeiros que tudo querem dominar sem olhar a meios e, muitas vezes, ultrapassando regras de uma economia racional e sustentada. Os grandes grupos financeiros, que deviam ser por norma o alicerce das PME, são muitas vezes o seu contrário, os seus coveiros."

José Miguel Leonardo, CEO da Randstad

"AS PME não têm necessariamente de aspirar ser grandes, mas devem adoptar os processos transparentes e seguindo os melhores standards, o profissionalismo e a disciplina para garantir o seu sucesso e sustentabilidade. O amadorismo ou o conhecido “desenrascanço” não são inovação ou criatividade, são imaturidade empresarial e o fim de muitas ideias brilhantes. A falta de planeamento, o desconhecimento da estratégia e a indefinição não pode ser um modus operandi, será sempre um fim anunciado."

José Ramos, presidente da Salvador Caetano Indústria

"A burocracia e as alterações constantes da nossa legislação também não abonam a favor do crescimento da atividade das PME, nem da atração de investimento externo. Para melhor assegurar a expansão das PME nacionais urgem estratégias de reforço da internacionalização, que prevejam apoios e incentivos à instalação de redes de agentes e a distribuição dos seus produtos sobretudo em mercados de maior risco, assim como a defesa da propriedade industrial e seguros de crédito."

Leonor Freitas, Administradora da Casa Ermelinda Freitas

"Vejo o futuro de Portugal com boas perspetivas e grande otimismo de desenvolvimento, quer a nível de exportações, quer a nível de angariar investimentos para o país. Isto porque Portugal embora seja um país pequeno é muito diversificado, quer na paisagem, quer nas atividades económicas que se refletem na diversidade das PME que temos."

Maria Antónia Costa, CEO da Sage

"No relatório da visita da missão do FMI a Portugal em março é referido precisamente que são necessários bons gestores para aumentar a produtividade dos trabalhadores, recomendando que é preciso “rever a eficácia e a amplitude dos programas para promover as competências de gestão em Portugal”. As escolas e as universidades têm aqui um papel fundamental. É preciso estreitar a relação entre as comunidades de alunos e as PME de forma a torná-las mais apetecíveis como local de trabalho para quem termina a sua carreira académica."

Mário Vaz, presidente da Vodafone

"Cobrindo áreas como as de capital humano, competitividade e Internacionalização, inclusão social e emprego e utilização eficaz e sustentável de recursos, este programa [Portugal 2020] será, sem dúvida, pela sua abrangência e pela sua expressão, um importantíssimo catalisador para o crescimento económico continuado a que todos aspiramos – e as PME estão na primeira linha para o fazer acontecer."

Miguel Pina Martins, CEO da Science4You

"De uma forma geral, sabe-se que a economia global pode tornar-se muito volátil. Por exemplo, com a desvalorização do euro face ao dólar, o investimento internacional das empresas pode tomar rumos diferentes. Este acontecimento tem feito com que a exportação na zona euro se torne muito mais atrativa para as empresas que tenham os seus produtos e serviços com o preço de venda em dólares na zona euro, em que os respetivos custos são assegurados em euros."

Ricardo Parreira, CEO da PHC

"É sabido que os portugueses gostam muito de ‘pôr a mão na massa’, mas param pouco para pensar. É cultural. São poucos os gestores que têm uma estratégia alinhada, embora a tendência esteja a reverter. As empresas fazem-se de pessoas. E as pessoas são quem elevam a empresa e ainda merecem pouca atenção por parte dos empresários."

Rui Ramos, COO e administrador da E-Solidar

"Os instrumentos de financiamento estão hoje mais ágeis, existe capital de risco, existem business angels, fazendo com que, hoje e no futuro, o acesso a financiamento não esteja tão preso ao tradicional sistema bancário, que também ele terá de se adaptar a toda esta nova forma de fazer negócios."