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Expresso

Energia de Portugal 2015

Querem “dominar o mundo”

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Equipa brasileira Me Passa Aí! foi 
a grande vencedora da última edição do Energia de Portugal

Nuno Botelho

Empreendedores: os vencedores do Energia de Portugal 2014, a equipa brasileira Me Passa Aí! e a portuguesa Pknoa, expressam como o programa lhes continua a abrir portas no mercado

Que demonstração mais clássica de ambição pode haver do que expressar o desejo de “dominar o mundo”? Obviamente que Wilson Edgar, da Pknoa, di-lo com algum humor e sem olhar para o significado literal da frase, mas o objetivo de chegar cada vez mais longe e ter sucesso global não podia ser mais claro. É a esse patamar de excelência que os vencedores do Energia de Portugal 2014 querem chegar.

A 3ª edição do programa organizado pelo Expresso e EDP, que promove o empreendedorismo, consagrou a Me Passa Aí! como a melhor equipa do programa. Aos brasileiros que apresentaram uma plataforma de educação à distância para alunos do ensino superior com vídeos de lições, curtas e eficazes, coube o prémio monetário de €20 mil. Já aos portugueses da Pknoa, cujo modelo se baseia numa aplicação que recolhe dados da vida quotidiana do utilizador para criar estatísticas personalizadas, teve direito a seis meses de incubação na EDP Starter por ter sido o grupo que mais se destacou no campo da energia. Foi o culminar de quatro semanas de atividade que moldaram o carácter empresarial dos vencedores.

Oito meses depois, as dúvidas sobre os benefícios da participação são poucas: “Depois do prémio tivemos uma abertura muito grande por parte dos media, com destaque nos melhores jornais, portais de negócios e startups do Brasil”, revela Luiz Gustavo Borges, um dos responsáveis pela Me Passa Aí!. “Ganhámos mais credibilidade, o que nos ajudou a fechar uma grande parceria com a Universia, do grupo Santander. Fomos ainda indicados pela Associação Brasileira de Startups como uma das dez do Brasil preparadas para apresentar o seu produto a grandes empresas de Educação e Tecnologia”, garante. Um sentimento partilhado por Wilson Edgar, da Pknoa, que acredita que o Energia de Portugal foi a rampa de lançamento para a vitória no Lisbon Challenge 2015 e uma ajuda fundamental para alcançar outro nível. “Ajudou-nos a encontrar clientes, estabelecer parcerias e também levou-nos ao período de incubação com a EDP que tem sido muito proveitoso”, confessa.

Curto mas intenso
Evolução que se estende ao mundo dos negócios, onde a Pknoa já fechou negócios com empresas como a Nutricafés ou a Impresa. Estão também a decorrer contactos na área da banca, mas os “contratos de confidencialidade não permitem partilhar mais.” Na Me Passa Aí! os números dão noção da dimensão que a ideia atingiu neste período. Com cerca de 900 lições, o portal já chegou a 1,5 milhão de minutos assistidos em 120 países e ultrapassou os 1500 assinantes ativos de mais de 350 faculdades diferentes no Brasil. A área de engenharia domina os vídeos, com o direito e a saúde prestes a terem também aulas digitais.

A participação no Energia foi o momento em que, confessa Luiz Gustavo Borges, os canarinhos alteraram a “estrutura empreendedora” com a meta de “ajudar universitários no mundo todo”. Já a equipa a que pertence Wilson Edgar aprendeu o que significa realmente “ser uma empresa em todos os aspetos” e descreve a experiência aos potenciais interessados como “muito enriquecedora.”

Talvez dominar o mundo não seja assim tão descabido.

Como aceleramos empresas

O método
Desenvolvido pela Fábrica de Startups, o método FastStart percorre os quatro bootcamps. O que se pretende é antecipar o impacto da ideia de negócio para minimizar o seu risco

1º bootcamp
Na primeira sessão, o objetivo é que as equipas percebam as componentes de um modelo de negócio bem estruturado e as apliquem aos seus produtos

2º bootcamp
Aqui o trabalho vai estar centrado no conhecimento do cliente, na criação de valor acrescentado e na construção de relacionamentos fortes

3º bootcamp
As diferentes formas de gerar rendimentos e produzir valor de negócio vão estar em foco nesta fase

4º bootcamp
Para terminar, explica-se o planeamento das finanças e as primeiras tarefas a desempenhar assim que a empresa estiver formada, enquanto se fazem os últimos preparativos para o investment pitch

Artigos originalmente publicados no Expresso Economia de 11 de julho de 2015