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EDP Open Innovation

"Têm que ser únicos"

Diogo Medina, da Consulta de Viajante, deixa conselhos para as apresentações das 15 equipas finalistas

Tiago Oliveira

No último bootcamp antes do Investment Pitch de quinta-feira, as equipas continuaram a dar os últimos retoques na sua apresentação e receberam conselhos de Diogo Medina para se tentarem destacar

Está quase, quase, quase. E a repetição só não se justifica totalmente porque não traduz fielmente a ansiedade dos concorrentes do EDP Open Innovation: é ainda mais do que isto. Nada de espantar, quando o momento decisivo do programa, o Investment Pitch, está ao virar da esquina (é já nesta quinta-feira, 26 de outubro) assim como a oportunidade de ganhar o grande prémio de €50 mil para a melhor ideia e um de três lugares na Web Summit deste ano

Para isso, a juntar a todo o trabalho desenvolvido ao longo das três semanas que já leva a componente prática do projeto de empreendedorismo do Expresso e da EDP, terão que brilhar na apresentação a realizar no Museu da Eletricidade, em Lisboa, perante uma plateia composta por membros do júri e investidores potencialmente interessados.

O oitavo e último bootcamp (organizados pela Fábrica de Startups) desta sexta edição - que resulta da união entre o Energia de Portugal e o Prémio EDP Inovação - juntou hoje as 15 equipas finalistas na sede da elétrica portuguesa. Após apresentações e exercícios matinais que se focaram em estratégias de growth hacking - modelo de marketing inovador que junta criatividade, pensamento analítico e métricas sociais - e vendas, a atenção centrou-se na meta final. Para ajudar neste propósito, enquanto via a reflexão de "slides nos óculos dos participantes", Diogo Medina foi o convidado para tentar explicar como os concorrentes se podem destacar.

"Têm que ser únicos" foi uma das frases que mais perdurou na sala que tem sido o ponto nevrálgico destas sessões, enquanto o fundador da Consulta de Viajante deixava conselhos práticos e mostrava o pitch que o fez ganhar em 2016 um programa da Fábrica de Startups dedicado ao turismo. "Podíamos nem ser o melhor projeto", admitiu ao Expresso, "mas acho que a nossa apresentação marcou as pessoas."

Subverter

A empresa que, seguindo a pista do epónimo nome, dá consultas de viajante à distância através de uma aplicação, foi inspirada nas façanhas do bisavô de Diogo, José Medina, que no início do séc. XX, dava consultas ao domícilio gratuitas pela capital. Claro que hoje em dia, o modelo de negócio contempla pagamentos e tem-se expandido desde o seu início na "primavera de 2015." Aspectos que transparecem na apresentação da startup, e que o levam a afirmar que "o storytelling é fundamental para o pitch", deve ser quase como uma viagem relatada "de pessoas para pessoas."

É um bom ponto de partida para que se explique o modelo de negócio "de forma simpes, exata e excitante" com maiores hipóteses de ficar na memória das pessoas. Por outro lado, lembra também que se os modelos são importantes, devem ser subvertidos ("tal como tentei fazer na sessão", atira) para que não haja "informação em demasia", tudo seja igual e o powerpoint seja a componente principal e não apenas um apoio: "quem está a apresentar tem que ser a estrela."

Quanto às equipas, confessou ver um "misto de experiência e novidade" que o deixou interessado, prontas a beneficiar de um programa "capaz de fazer a diferença para quem estiver nesta fase" mais inicial de estruturar o negócio. Para quem, como ele (médico de profissão) não tinha "nenhumas noções de gestão", é importante. Resta agora esperar que tudo se misture bem para a grande apresentação do investment pitch. Para acompanhar no Expresso e nas plataformas do grupo Impresa.