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EDP Open Innovation

Próximo passo: Investment Pitch

A vista do apartamento em Santa Apolónia 
que alberga os participantes estrangeiros

D.R.

Quando entramos nas últimas duas semanas do projeto de empreendedorismo do Expresso e da EDP, as equipas preparam-se para o evento decisivo

Muito por aprender, várias arestas por limar, tudo por disputar. É o sentimento que transpira das 15 equipas que se encontram a participar nos bootcamps do EDP Open Innovation, onde se dedicam arduamente a desenvolver a sua ideia de negócio. Após quatro sessões de trabalho em duas semanas, o ponto intermédio da competição, começa a corrida rumo ao desafio final, o Investment Pitch. Perante o júri e uma plateia de investidores, a melhor ideia de negócio receberá um prémio de €50 mil e as três melhores equipas terão um lugar assegurado na Web Summit. É dar seguimento ao trabalho realizado na sede da Fábrica de Startups — organizadores dos bootcamps e parceiros do Open Innovation — e carregar no acelerador.

“Até agora está a ser uma grande experiência”, conta Laura Sanz. Vinda diretamente de Barcelona, é um dos membros da Homebat, grupo que pretende desenvolver um dispositivo ultracompacto de armazenamento de energia, que recorre a baterias inovadoras que funcionam com nanofluidos de elevada energia e densidade. O balanço não podia ser mais positivo, com “os participantes a ajudarem-se mutuamente.” Tanto que já identificaram uma “série de sinergias.” Têm igualmente aproveitado para desenvolver “ligações interessantes com a EDP e outras empresas do setor energético.” Sem esquecer a “beleza de Lisboa” e a “comida fantástica.”

Maior consistência
Do outro lado do Atlântico viajou Francisco Santos. Veio do Brasil para apresentar a VTree Solar, cuja proposta de valor consiste em estruturas inteligentes — em forma de árvore —, com design apelativo e que fornecem wiFi gratuito com recurso a energia solar, para serem instaladas na via pública. As expectativas relativas ao projeto estão a “ser superadas” com um “programa que permite absorver, em primeira mão, conteúdos de grandes profissionais e empreendedores.” Outro dos pontos de destaque é o convívio no apartamento que alberga os participantes estrangeiros. Localizado perto da estação de Santa Apolónia permite “ganhar em multiculturalidade” porque se o mundo é global, a casa “à hora do jantar também.” E isso é “um plus.”

Com o projeto de um sistema inteligente de chuveiro que calcula a quantidade de água necessária e inclui sensores digitais de temperatura que permitem definir o valor certo, Cristóvão Oliveira está no Open Innovation como membro da equipa portuguesa Dynamic Flow, após já ter participado noutros programas de aceleração. O foco na energia “é uma vantagem” assim como “o trabalho exigido” e a “qualidade dos processos.” O método está a ser “levado à letra”, de tal forma que a única maneira de gerir tudo é com “muito menos horas de sono” para atingir os objetivos. Porque o que interessa não é como começa, mas sim como acaba.

Artigo originalmente publicado no Expresso Economia de 22 de outubro de 2016