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“Quando os frigoríficos encomendarem comida, para que serão precisos os supermercados?”

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Luke Short, senior manager na Ernst & Young, falou sobre os grandes desafios que os retalhistas têm que enfrentar

Nuno Botelho

Conferência Futuro do Retalho já decorre no Mercado da Ribeira, em Lisboa, organizada pelo Expresso e pela Samsung, para perceber que tendências reservam os próximos anos neste sector essencial da economia

A pergunta deixada por Luke Short, no início da sua intervenção, ainda ecoa pelo Mercado da Ribeira: "Quando os frigoríficos encomendarem comida, para que serão precisos os supermercados?" Foi a frase que marcou a atenção da plateia no início da conferência Retalho do Futuro, organizada pelo Expresso e Samsung como parte do projeto Click Portugal - que tem vindo a analisar as tendências de inovação em setores essenciais da economia.

O Senior Manager da Enrst & Young dedicou a sua intervenção à estratégia que deve ser seguida pelos retalhistas para fazer face à nova realidade que, inevitavelmente, já estão a enfrentar. "O poder está a mudar dos retalhistas para os consumidores, fornecedores e competição emergente. A balança começa a pender para outros lados", revelou.

Os hábitos de compra estão em evolução constante com a ajuda, por exemplo, das tecnologias móveis, que "dão possibilidade ao consumidor de comprar qualquer coisa, em qualquer altura, em qualquer lugar." Não admira por isso que 85% dos retalhistas afirme que já não pode depender de vendas tradicionais para liderar crescimento. A resposta? Criar uma abordagem omnicanal. Mas sem esquecer os riscos que implica.

Se é certo que as vendas aumentam, as margens de lucro são menores devido ao custo de manter plataformas e investimento. Por isso, 97% dizem precisar de uma estratégia omnicanal, mas só 30% afirma que a sua execução é eficaz. Experiências com novas plataformas, lojas que complementam o físico e o digital e a automatização dos armazéns, entre outras, podem permitir aos retalhistas encarar esta fase como um investimento no futuro.

Já no início da conferência, o vice-presidente do conselho de administração do grupo Impresa, Francisco Maria Balsemão, tinha falado na importância deste setor "se reinventar tal como este mercado". Já o diretor de negócio da Samsung, Frederico Paiva, destacou a circunstância de estar "no local mais visitado de Lisboa a nível de tráfego" porque soube "adaptar a sua oferta." Sendo certo que "retalho digital vai ter que viver sempre com o físico."

Durante a manhã houve dois grandes painéis. Um subordinado aos "desafios do grande retalho", moderado pelo diretor do Expresso, Ricardo Costa, que contou com a participação de Ana Trigo Morais, Diretora-Geral da APED, Jorge Ferraz, Diretor-Geral, McDonald's, Miguel Seixas, Administrador, Modelo-Continente e Rui Assis, Diretor Comercial, Intermarché. O outro centrou-se nas "novas tendências, novos players no mercado" e colocou em debate Ana Alcobia, Diretora do Mercado Time Out, Nuno Carvalho, CEO da Padaria Portuguesa, Nuno Santana, CEO da NIU Brand Activation e Pedro Cardoso, Proprietário do Solar dos Presuntos, com moderação do diretor da Exame Informática, Pedro Oliveira.

Para seguir nas diversas plataformas do Expresso.