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Click Portugal

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Reconquistar a confiança dos consumidores

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Luís Pereira Coutinho, presidente-executivo do Banco CTT, explicou como a instituição vai “estar próxima dos clientes com preços competitivos”

Tiago Miranda

Os grandes desafios que os bancos enfrentam para o futuro

João Ramos

João Ramos

Jornalista

As exigências da regulação, as crescentes necessidade de segurança, a nova concorrência das tecnológicas financeiras, a identificação dos novos perfis de consumidores e a aposta em canais digitais, são alguns dos principais desafios que a banca tradicional tem pela frente nos próximos anos, defendeu Domingo Miron, Senior Managing Director da área de Financial Services da Accenture na sua intervenção durante o Click Portugal. “O banco do futuro tem que ser um agregador de valor e um centro de aconselhamento do cliente”, considerou o especialista espanhol, referindo que a “banca tradicional precisa combinar de forma eficaz os canais físicos e digitais”. Por outro lado, Domingo Miron referiu que o sector financeiro também tem de reconquistar a confiança dos consumidores, sobretudo dos jovens que estão a iniciar na vida ativa. “A banca ainda carrega o ónus de ter sido a principal responsável pela crise financeira”, refere Domingo Miron. Um défice de imagem que também acaba por dificultar o recrutamento do talento jovem por partes das instituições financeiras. “Há 10 anos, os bancos estavam no top 3 das preferências dos jovens licenciados, hoje estão no 20º lugar na lista dos empregos mais apetecíveis”, acrescentou o especialista em banca da Accenture Strategy.

CANAIS DA BANCA

75%
das pessoas com mais de 70 anos fazem visitas regulares ao balcão. Ao contrário dos que têm menos de 40 anos que preferem fazer operações bancárias no telemóvel

85%
das pessoas nascidas depois de 1980 (millennials) usam canais digitais (ATM, computador ou equipamento móvel) nos países desenvolvidos, segundo consultora Arthur D. Little

73%
dos millennials inquiridos pela consultora Scratch preferem serviços das tecnológicas bancárias, em vez dos bancos tradicionais