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“Relações eram exclusivo do balcão. As novas tecnologias mudaram isso”

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O primeiro painel da conferência "O Futuro da Banca", dedicado ao tema transformação e negócio e moderado por Ricardo Costa, diretor do Expresso, contou com as presenças de Luís Pereira Coutinho, CEO do Banco CTT; Mira Amaral, CEO do BIC; Rui Manuel Teixeira, membro da Comissão Executiva do Millennium BCP; e Francisco Barbeira, CIO do BPI

Tiago Miranda

O grande destaque do primeiro painel da conferência Click Portugal sobre o Futuro da Banca foi a relação entre as novas tecnologias e as estruturas existentes

Transformação. É um processo que a banca está a enfrentar e para o qual procura respostas que permitam ao setor responder aos desafios que se avizinham. Caminhos que os convidados da conferência "O Futuro da Banca" tentaram delinear no Hotel Ritz, em Lisboa.

O Click Portugal - projeto do Expresso e da Samsung que, além da banca, vai analisar as tendências futuras nos setores do retalho, turismo e saúde - juntou uma série de figuras de relevo perante uma plateia muito preenchida.

O primeiro painel "Transformação & Negócio, O futuro da banca e seguros" contou com as presenças de Rui Manuel Teixeira, membro Comissão Executiva, Millennium BCP; Luís Pereira Coutinho, CEO do Banco CTT; Francisco Barbeira, CIO do BPI e Mira Amaral, CEO do BIC, numa conversa moderada pelo diretor do Expresso, Ricardo Costa.

Além de garantir que Portugal "tem um dos sistemas bancários mais evoluídos do mundo", Rui Manuel Teixeira realçou que "os bancos perderam nos últimos dez anos a liderança do sistema financeiro". Para recuperarem, têm que aproveitar "o conhecimento do cliente." Já Luís Pereira Coutinho, que apresentou o banco que está a surgir com base nos postos dos CTT, acredita que "os balcões estão para ficar" mas que se está a apostar "numa via física, online ou mobile para ter uma oferta bancária mais simples e direta."

Mira Amaral chamou a atenção para a ameaça do "shadow banking", termo que descreve os concorrentes não regulados que oferecem uma gama de serviços cada vez mais semelhante aos nomes tradicionais do setor: "Existe uma crescente pressão regulatória que nos faz quase só trabalhar para os reguladores e dá menos tempo para o cliente. Estes rivais podem fazer propostas de valor altamente agressivas." Um desafio a que Francisco Barbeira tenta responder, pois se antes "as relações eram exclusivo do balcão, as novas tecnologias obrigam-nos a estar omnipresentes, sempre disponíveis quando o cliente precisa de nós."

Não é por isso de admirar que "72% das pessoas na Europa já utilizem dispositivos móveis para operações bancárias", como mencionou o Diretor de Negócio da Samsung, Frederico Paiva. Por outro lado "é muito difícil prever como vai ser a banca nos próximos cinco, dez anos, mas já se podem identificar as grandes tendências e as alternativas a considerar num mundo distinto a médio prazo", como garantiu Domingo Mirón, Senior Managing Director da área de Financial Services da Accenture.

Temas também explorados num segundo painel com moderação do diretor da Exame Informática, Pedro Oliveira, focado no tema "Marketing & Inovação, O que vão procurar os consumidores" e com a participação de Rui Soares, diretor de marketing da Caixa Geral de Depósitos, João Mello Franco, diretor geral de particulares do Novo Banco, José Pedro Pereira, diretor de marketing para o sul da Europa do Barclaycard e Carlos Robalo Freire, diretor de marketing do Banco Popular. A conhecer no Expresso Diário.