Siga-nos

Perfil

Carro do Ano 2016

Carro do Ano

Sete finalistas avançam para última fase

Os jurados do concurso Essilor Carro do Ano 2017/Troféu Volante de Cristal 2017 já escolheram sete candidatos para a fase final do concurso. Conheça os finalistas

Os jurados do concurso Essilor Carro do Ano 2017/Troféu Volante de Cristal 2017 procederam à votação dos sete candidatos à fase final do evento, de acordo com o regulamento.

Os candidatos que passaram à fase final são os seguintes, por ordem alfabética:

Citroen C3 Pure Tech 110 S&S Shine

O Citroën C3 Pure Tech 110 S&S Shine ilustra uma das evoluções recentes da indústria automóvel, ou seja, carros com motores relativamente pequenos a gasolina mas não muito inferiores em consumo e desempenho aos movidos a gasóleo e com óbvias vantagens no que respeita a preços. Do ponto de vista estético, este C3 pouco tem que ver com o modelo que veio substituir, apresentando uma série de elementos inspirados no C4 Cactus, desde as pegas interiores das portas ao ecrã tátil permitindo comandar quase todas as funções auxiliares, às almofadas pneumáticas nas portas para proteger dos pequenos encostos em cidade. O andamento é vivo, como seria de esperar com 110 cv. Já bons consumos dependem de alguma habituação a este novo motor.

Hyundai IONIQ Hybrid Tech

O Hyundai Ioniq é o primeiro carro híbrido a chegar à fase final do Essilor Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal. Que tem este novo modelo a seu favor? Se quiséssemos dizê-lo em duas palavras diríamos que é híbrido sem ser chato, ou seja, a solução agregando uma motor térmico, um motor elétrico e uma bateria recarregável em andamento não só não é inimiga do prazer de guiar, como torna a condução desta viatura num verdadeiro prazer. Dito de outra forma, tem caixa automática (o que é uma mais-valia na cidade), despacha-se bem e nem por isso os consumos são disparatados, sendo até dos mais baixos dos carros que conduzi este ano. Tem caixa de dupla embraiagem e seis velocidades em vez da habitual transmissão infinitamente variável.

Kia Optima Sportwagon 1.7 CRDi GT Line

A carrinha Kia Optima é uma agradável surpresa que ilustra a evolução recente da marca sul-coreana. Tem espaço mais do que generoso, um bom motor turbodiesel de 147 cavalos e uma caixa automática já razoavelmente evoluída, capaz de seduzir, quer os fãs das caixas alemãs quer aqueles que ainda acham que a transmissão automática é para velhos que não gostam de guiar ou para americanos aselhas. O andamento que se consegue com esta carrinha e a forma como se aumenta ou reduz a relação de transmissão utilizada são capazes de satisfazer o mais exigente. E ainda há tecnologias de apoio à condução, como travagem autónoma, cruise control adaptativo, deteção de ângulo morto, manutenção de faixa de rodagem ou alerta de tráfego na retaguarda.

Peugeot 3008 Allure 1.6 BlueHdi 120 CV EAT6

Ao Peugeot 3008 1.6 Blue HDI aplica-se o slogan que Fernando Pessoa chegou a criar para um nunca concretizado lançamento da Coca-Cola em Portugal: primeiro estranha-se, depois entranha-se. De facto, e com toda a subjetividade que este tipo de considerações sempre tem, ao primeiro contacto o SUV da Peugeot parece nada trazer de novo. Contudo, aos poucos, a posição de condução, a eficiência da caixa automática e a impressão geral de estarmos “bem sentados” levam a melhor e começa-se, de facto, a gostar deste carro. O consumo, para um carro deste tamanho e de caixa automática, não assusta. A versão ensaiada, sendo a mais completa, acaba, de alguma forma por ser penalizada pelo preço, que se situa acima dos 36 mil euros.

Renault Mégane Sport Tourer Energy dci 130 GT Line

Nada melhor, quando se fala da Renault Megane Sport Tourer 130 GT Line, que recordar aquilo que escrevi há algumas semanas por ocasião da apresentação dos diversos modelos que concorriam este ano: se tivesse de resumir as minhas impressões desta carrinha diria que custa a crer que um veículo deste tamanho faça consumos tão baixos e se oiça tão pouco o motor. De facto, é relativamente simples chegar a consumos da ordem dos 5,5 litros aos cem e isto sem sacrifício sensível do andamento. O único senão é alguma passividade deste motor a muito baixas rotações. Em contrapartida, o sistema de abertura e fecho de portas é genial: basta aproximarmo-nos ou afastarmo-nos do carro e a eletrónica trata do resto sem mexermos um dedo.

SEAT Ateca 1.6 TDI CR Style S&S 115 CV

Até lançar no mercado o Ateca, uma das poucas coisas que a Seat ainda não tinha era um SUV. Fê-lo com sucesso, pondo no mercado um carro que, se do ponto de vista das linhas exteriores, tem algum parentesco com os primos germânicos, nomeadamente o VW Tiguan, é suficientemente original para valer por si. As linhas do Seat Ateca não enganam: estamos perante um carro imponente, “arregaçado” e com ar de ir mais longe fora de estrada do que uma viatura convencional, ainda que se trate de um 4x2. Ou seja, parece um SUV e é-o de facto. Com 110 cavalos, motor turbodiesel, caixa manual e bastante espaço, aparece com um preço interessante relativamente à concorrência, já que consegue ficar abaixo da simbólica barreira dos 30 mil euros.

Volvo V90 D4 190 CV Geartronic

Com a carrinha V90 de 190 cavalos, a Volvo põe no mercado um modelo capaz de ir ao encontro do público mais exigente mas também daquele que tenha a carteira mais bem fornecida. Estamos a falar para a versão a concurso de qualquer coisa como 59 mil euros. É um carro muito comprido, o que obriga a alguma atenção por exemplo nos parques subterrâneos. A contrapartida é um espaço a bordo desmesurado para passageiros e carga. A resposta do binómio motor-caixa é irrepreensível, tornando a condução tão fácil que até enerva e transformando as viagens, mesmo as mais longas, numa delícia. Embora os engenheiros gostem de desafiar as leis da física também não as podem abolir: mover uma ‘barca’ destas não se faz gastando 5l/100.