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Projeto 20+20

Sérgio Dias quer perceber as metástases para combater o cancro

FUTURO: Sérgio Dias quer “contribuir para o conhecimento e saúde humana”

D.R.

Investigador português procura entender como alterar a atividade metabólica para encontrar formas mais eficientes de travar a progressão e desenvolvimento dos cancros.

Sérgio Dias quer descobrir como um cancro se torna sistémico. Por outras palavras, como se espalha ao longo do organismo e como parar esta progressão de forma mais eficiente e menos intrusiva para o doente. Uma resposta que pode estar na alteração da atividade metabólica.

"Perceber como o colesterol sistémico favorece o crescimento e formação de metástases (cancros secundários noutros órgãos), ver como os vasos sanguíneos podem ser importantes no início dos cancros e ter uma maior noção como ambientes metabólicos alterados podem condicionar a resposta imunitária são os nossos objetivos", revela o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Ao identificar mecanismos que explicam como um órgão, em determinadas circunstâncias, pode favorecer a progressão de tumores é possível identificar os efeitos das mudanças na atividade metabólica.

Terapêuticas mais eficazes

O projeto é feito com recurso a fármacos dirigidos contra moléculas e vias identificados pela equipa de Sérgio Dias para perceber até que ponto se pode 'moldar' o hospedeiro para travar o avanço do cancro.

Uma vez que a formação de metástases é a principal causa de morte em doentes com cancro, o cientista acredita que o conhecimento e experiência acumulados podem ter um efeito importante para perceber melhor os mecanismos envolvidos e descobrir "terapêuticas mais eficazes."

Um corpo de trabalho que já valeu uma bolsa de investigação da Associação Laço, além do Prémio Pfizer e do Prémio Pulido Valente. Incentivos que ajudam a ultrapassar "tempos difíceis de gerir" em virtude dos "sistemáticos cortes que têm ocorrido." Para o futuro, deixa o desejo de continuar a "contribuir para o conhecimento e saúde humana."

Acompanhe no Expresso Diário as histórias de 20 investigadores portugueses até 8 de janeiro