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O futuro dos alimentos, por Miguel Cerqueira

INOVAÇÃO: Miguel Cerqueira aposta na utilização de compostos naturais para produzir alimentos de futuro

D.R.

A descoberta de novas propriedades na comida e o desenvolvimento de alimentos inovadores é a missão de Miguel Cerqueira, que já lhe valeu o prémio Outstanding Young Scientist.

A descoberta de novas propriedades na comida e o desenvolvimento de alimentos inovadores é a missão de Miguel Cerqueira, que já lhe valeu o prémio Outstanding Young Scientist

Miguel Cerqueira pode ter nas mãos o futuro alimentação. Sim, leu bem. A crer na atribuição do prémio Outstanding Young Scientist, por parte da União Internacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos, a investigação sobre novas estruturas para indústria alimentar vai dar que falar.

"O meu trabalho tem-se centrado em três tópicos principais", explica ao Expresso Diário. "O primeiro relaciona-se com o uso de embalagens comestíveis, com objetivo de aumentar o tempo de armazenamento dos alimentos, e a incorporação de novos compostos nutricionais nos alimentos; o segundo, está relacionado com o desenvolvimento de partículas à micro- e nanoescala com base em compostos naturais para aplicações alimentares; e o terceiro, no desenvolvimento de óleogeis, que possibilitam a substituição de gorduras prejudiciais e produzir alimentos com características inovadoras."

Uma das grandes inovações na pesquisa que lhe valeu o prémio está no uso de compostos naturais, "mais saudáveis", para desenvolver alimentos com novas texturas e características funcionais. Para tal, é essencial "conhecer muito bem todos os compostos que usamos e controlar as suas propriedades após a utilização num determinado alimento."

O objetivo é definir e colocar em prática um vasto número de estruturas com diversas aplicações na indústria alimentar.

Spin-Off

Foi durante o doutoramento que Miguel se apercebeu de todo o potencial científico e tecnológico da utilização de compostos naturais no desenvolvimento de novas estruturas para aplicações alimentares, além da sua grande aplicabilidade industrial.

O foco nos óleogeis aprofundou-se a a partir de 2013 e já mereceu uma colaboração com a Universidade Estadual de Campinas, onde "três meses de investigação deram resultados encorajadores sobre os quais continuamos a trabalhar", revela.

Este corpo de pesquisa foi essencial para o Oustanding Young Scientist, que Miguel vê como "muito gratificante e um reconhecimento da comunidade científica internacional do trabalho desenvolvido na área da tecnologia alimentar".

Investigação a aprofundar ainda mais no futuro, sem esquecer a Improveat, uma spin-off da Universidade do Minho iniciada em 2012, juntamente com 4 colegas na qual se dedicam ao desenvolvimento e produção de produtos inovadores. Sempre ligados à indústria alimentar do futuro.

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