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O especialista em biologia da reprodução

ECOSSISTEMA: o investigador especializou-se em biologia da reprodução nos EUA FOTO JOÃO CARLOS SANTOS

João Carlos Santos

João Ramalho-Santos é o presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e tornou-se recentemente no primeiro investigador nacional a receber um prémio do Marine Biology Laboratory dos EUA.

Demonstrar a influência do metabolismo energético na seleção de espermatozoides funcionais. É este o trabalho de João Ramalho-Santos que lhe valeu o prémio do Marine Biology Laboratory dos EUA. O presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra é o primeiro investigador nacional a receber tal distinção e ganha crédito na sua promoção da biologia de reprodução.

A pesquisa tem como objetivo influenciar do destino de células estaminais. "Trata-se de uma área de estudo completamente nova no campo das células estaminais", explica ao Expresso Diário.

"As metadologias desenvolvidas permitem utilizar mecanismos metabólicos intrínsecos das próprias células estaminais e espermatozoides para diferentes efeitos. E esses mecanismos podem ser modulados e avaliados de modo relativamente simples, rápido e económico, sem fazer intervenções mais complexas e dispendiosas", revela.

Fazerem mais

Tudo começou quando no secundário decidiu ir para Biologia, em vez de Medicina, porque se interessava mais pela "investigação em Ecologia, curiosamente, do que pela clínica".

Após o doutoramento, alargou um pouco a sua área de interesse para realizar um pós-doutoramento. Rumou aos EUA onde se especializou em Biologia da Reprodução e começou a aprofundar o corpo principal da sua pesquisa. Realizou o curso anual Frontiers in Reproduction do Marine Biology Laboratory em 1998 e acabou por ser distinguido pela instituição.

João Ramalho-Santos encontra-se ainda envolvido em  projetos na área do cancro e da preservação da fertilidade (humana e de animais em risco de extinção) além de promover colaborações com várias instituições, nacionais e estrangeiras.

Como presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra quer também ajudar jovens investigadores a singrarem e a "fazerem mais" do que ele. "Significa que fiz o meu trabalho", remata.

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