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Projeto 20+20

Triangle’s aumenta pedalada com fábrica única a nível mundial

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A Triangle’s investe num mercado em ascensão: os portugueses adquiriram mais 30% de bicicletas no espaço de um ano, o aumento de receitas no setor ficou pelos 31%

José Caria

Três empresas de bicicletas juntaram-se para criar um projeto inovador. É o 18.º de 20 empresas que conseguiram fundos europeus que o Expresso e o BCP Capital apresentam

Miguel Ângelo Pinto

Em cidades como Amesterdão, as bicicletas perdem-se de vista, ou melhor, fazem parte do trânsito normal. Mais do que um elemento de desporto ou lazer, as duas rodas constituem o meio de transporte por excelência, devidamente assimilado nas políticas urbanas de circulação. Os portugueses começaram a despertar para a bicicleta muito mais tarde. Durante décadas foi encarada mais como um brinquedo de crianças e jovens do que propriamente uma alternativa de locomoção.

€14,5 milhões
É quanto será o investimento total na nova fábrica de quadros de alumínio automáticos

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, relativos a 2015, os portugueses adquiriram mais 30% de bicicletas no espaço de um ano, o que originou um aumento de receitas no setor na ordem dos 31%. A produção nacional contribuiu com a quase totalidade do material vendido, sendo notória a evolução do mercado e a sua consolidação. Nesta área, a inovação é fundamental para competir nos diferentes mercados.

As matérias-primas e as soluções encontradas para cada tipo de bicicleta são cada vez mais apuradas. É aqui que entra a Triangle’s, um projeto novo, desenvolvido em parceria por três empresas ligadas ao setor do ciclismo — a Rodi, a Miranda e a Ciclo Fapril.

De acordo com Armando Levi, CEO da empresa, “este investimento destina-se à produção de quadros de alumínio para bicicletas, sendo que será a primeira fábrica do mundo a produzir este tipo de produto 100% em automático”. E assegura: “Teremos uma capacidade de produção de meio milhão por ano”. O alvo da Triangles é o segmento médio/alto, com particular enfoque nos quadros para E-bikes.

O investimento na fábrica ronda os €14,5 milhões, contando com incentivos do Portugal 2020 na ordem dos 60%. Armando Levi adianta ainda que “90% da produção será para exportação, principalmente para os mercados do centro da Europa”, no caso das E-bikes. “Mas também estaremos no Sul da Europa com quadros de design mais desportivo, sobretudo no segmento de Moutain Bikes e Road Bikes”, garante.

Até final desta semana (26 de fevereiro), o Expresso e o BCP Capital vão contar histórias de 20 empresas que já ganharam os fundos do Portugal 2020 e têm projetos para inovar e internacionalizar. E um último guias prático, à sexta, caso deseje candidatar-se aos fundos