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Expresso

Projeto 20+20

Há o Polo Norte, o Polo Sul e talvez um Polopique no seu guarda-fato. Fabricam até 100 mil peças por dia

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Lucília Monteiro

A empresa que faz polos para a Zara vai investir ainda mais na fiação. É o 17.º de 20 projetos que ganharam fundos comunitários e o Expresso e o BCP Capital

Miguel Ângelo Pinto

Graças à iniciativa e empreendedorismo de Luís e Filipa Guimarães surgiu no mercado, em 1996, uma nova marca de vestuário que atingiria uma posição de referência no setor têxtil nacional, assumindo-se como das únicas unidades verticais completas existentes no país. O grupo Polopique controla a sua produção desde a fiação, passando pela tecelagem/tricotagem e ultimação, até à confeção. A estratégia passava inicialmente pela subcontratação de toda a produção, mas o passo para a industrialização, dado em 2003, com a aquisição de uma empresa de acabamentos, mudou tudo. Seguiram-se as duas fiações, a tecelagem e por último, já em 2013, a confecção.

€6,7 milhões
É o valor da candidatura apresentada ao Portugal 2020 para uma nova unidade de fiação

A busca constante da inovação permitiu que todas as empresas do grupo ficassem dotadas da mais recente tecnologia, resultando na optimização de processos, no aumento da qualidade dos produtos fabricados e eficiência produtiva. A Polopiquet, vista como a ‘mãe’ do grupo sediado em Santo Tirso, tem capacidade para produzir cerca de 100 mil peças por dia e o principal mercado de exportação é Espanha. A internacionalização é, aliás, um pilar na estratégia de desenvolvimento da empresa, exportando 97% do seu volume de negócios.

 A internacionalização é um pilar na estratégia de desenvolvimento da empresa, exportando 97% da produção

A internacionalização é um pilar na estratégia de desenvolvimento da empresa, exportando 97% da produção

Lucília Monteiro

A relação profícua e duradoura que estabeleceu com a Inditex, dona da Zara, confere-lhe também inegáveis vantagens quer ao nível do acompanhamento de tendências de mercado, exigindo a produção contínua de novidades, quer ao nível de uma procura à escala global. Daí que a empresa tenha apresentado uma candidatura ao Portugal 2020, no valor de 6,7 milhões de euros, investimento destinado à criação de uma nova unidade de fiação. Isabel Carneiro, administradora da empresa, clarifica a estratégia: “De 1996 a 2010, a Polopique dedicou-se, em exclusivo, à confeção e comercialização de peças de vestuário.

No início da presente década, decidimos investir na fiação, com o objetivo de satisfazer as necessidades, em termos de quantidade e qualidade do fio desejado, e num curto espaço de tempo”, frisando que o investimento global ronda já os 12 milhões de euros. A Polopique tem como principais mercados, além de Espanha, a Alemanha, a Áustria e os Estados Unidos da América.

Até final desta semana (26 de fevereiro), o Expresso e o BCP Capital vão contar histórias de 20 empresas que já ganharam os fundos do Portugal 2020 e têm projetos para inovar e internacionalizar. E um último guias prático, à sexta, caso deseje candidatar-se aos fundos