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Antes de haver Alqueva já existia o Grupo Ilídio Matos. São hectares e hectares de produção a perder de vista

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Na extensa área das propriedades do Grupo Ilídio Matos no Baixo Alentejo há olivais, vinhas, cereais, prados e pastagens

D.R.

Mais precisamente 2300 hectares agrícolas de uma história com mais de 30 anos. É a 15.ª empresa que ganhou fundos comunitários e que o Expresso e o BCP Capital divulgam

Miguel Ângelo Pinto

Ilídio Matos foi um dos pioneiros na introdução do regadio no Alentejo, duas décadas antes do Alqueva. Começou discreto no setor agrícola com a aquisição, em 1984, da Herdade da Corte Ligeira. Mas depois nunca mais parou. Hoje, parte das suas explorações situam-se na área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, o que está a possibilitar um crescimento mais acentuado em culturas permanentes de regadio. O que implicou também grandes investimentos na transformação de áreas de sequeiro em regadio. Até final de 2017 serão transformados mais de 800 hectares.

€13 milhões
Nos últimos dois anos os investimentos foram de 8 milhões de euros. Nos próximos anos serão mais 5 milhões

“Sempre tentei diversificar o meu leque de culturas, sendo que na última década a aposta recaiu sobre o olival e, mais recentemente, no conhecimento sobre a produção de amêndoa, cultura que estou a investir ultimamente e que continuarei a investir nos próximos anos, com o apoio da Rural Team” explica Ilídio Matos, um empresário com mais de 30 anos de experiência na gestão de empresas agrícolas.

As diferentes empresas detidas por este grupo familiar - liderado por Ilídio Matos e seu filho João Matos - detêm um conjunto de propriedades, que no seu conjunto perfazem mais de 2300 hectares no Baixo Alentejo. No total, as explorações são ocupadas atualmente com mais de 400 hectares de olival intensivo e superintensivo, 180 hectares de amendoal intensivo, 45 hectares de vinha, 300 hectares de cereais, papoila e cebola, 900 hectares de prados e pastagens e 550 hectares de floresta e gado bovino. Neste momento, tudo o que é produzido é vendido a outros operadores. Por exemplo, a azeitona é entregue a um lagar da região e vendido a granel para grandes operadores.

As diferentes empresas detidas por este grupo familiar detêm um conjunto de propriedades, que no seu conjunto perfazem mais de 2300 hectares no Baixo Alentejo

As diferentes empresas detidas por este grupo familiar detêm um conjunto de propriedades, que no seu conjunto perfazem mais de 2300 hectares no Baixo Alentejo

D.R.

Os investimentos que estão a ser realizados destinam-se sobretudo à componente agrícola, quer na plantação de olivais, de amendoais e de vinhas, quer na modernização do parque de máquinas existente. Outra prioridade é a gestão profissional das explorações, com a aquisição de sistemas de gestão, a aposta em tecnologias de precisão, a aquisição de sistemas de gestão de água mais eficientes ou a aposta em energias renováveis.

“No futuro próximo iremos continuar com o investimento agrícola e com o aumento das áreas dedicadas às culturas permanentes, mas iremos avançar com investimentos de transformação, nomeadamente com a construção de uma adega e de um lagar de azeite”, promete Ilídio Matos.

Essa aposta terá de ser acompanhada necessariamente de investimentos em marketing e na internacionalização da empresa que apresentou de investimento, nestes dois últimos anos, 8 milhões de euros, que serão complementados com (pelo menos) mais 5 milhões nos próximos anos, provenientes dos apoios do Programa de Desenvolvimento Rural.

Até 26 de fevereiro, o Expresso e o BCP Capital vão contar histórias de 20 empresas que já ganharam os fundos do Portugal 2020 e têm projetos para inovar e internacionalizar. E cinco guias práticos, às sextas, caso deseje candidatar-se aos fundos