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Projeto 20+20

Paper Prime assume o papel principal num grupo com projeção internacional

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O projeto Paper Prime ira permitir ao grupo Trevipapel – que fabrica guardanapos, rolos de papel higiénico industriais e toalhas de mesa - autonomizar o abastecimento de matéria-prima

D.R.

A coqueluche da Trevipapel vai dinamizar ainda mais o grupo da Lousã. É a 12.ª das 20 empresas que receberam apoio financeiro do Programa 2020 e que o Expresso e o BCP Capital apresentam ao longo do mês

Miguel Ângelo Pinto

Uma pequena empresa de 40 metros quadrados, a Socigene, instalada na Lousã, foi o embrião para a criação do que é hoje a Trevipapel, um negócio com projeção internacional, especializado no fabrico de produtos em papel tissue para segmentos de consumo profissional. Desde os guardanapos, rolos de papel higiénico industriais, toalhas de mesa, rolos industriais ou de limpeza de mãos, a empresa criou uma vasta gama de produtos para responder às exigências do mercado, criando mesmo uma marca própria, chamada Joker e comercializada no mercado interno e externo.

€30 milhões
Valor global do projeto que conta com o apoio do programa Portugal 2020

O administrador Paulo Correia refere que o “target dos produtos comercializados pela Trevipapel é abrangente. Vai do pequeno revendedor até às centrais de compra e às multinacionais. A empresa está presente fundamentalmente no segmento com destaque para o setor comercial, concretamente distribuidores e armazenistas”. Através destes, “os produtos são colocados no mercado, para consumo em diversos segmentos de utilizadores, como hotelaria, restauração, instituições sociais, instituições de saúde, escolares, empresas de higiene e limpeza”.

O projeto criado por Paulo Lobo Correia, em 1991, é hoje um grupo que integra três empresas, Trevipapel, Socigene e Moviestrada, que reúnem as valências de transformação, comercialização e distribuição, e que procuram continuamente inovar e impulsionar o crescimento. O próximo grande projeto designa-se Paper Prime. A implementar em Vila Velha de Rodão, consiste na instalação de uma fábrica de produção de papel em bobine, maioritariamente para transformar no grupo Trevipapel.

Trata-se de um investimento de verticalização que permite ao grupo autonomizar o abastecimento de matéria-prima, gerar condições para desenvolver novos produtos e aumentar a sua capacidade competitiva no mercado. É um investimento que atinge perto de 30 milhões de euros, congregando ajudas reembolsáveis do Sistema de incentivos à Inovação do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização no valor de 15.1 milhões de euros, provindo a cobertura financeira restante de capitais próprios e apoio bancário. A fábrica entrará em funcionamento no final de 2016.

O grupo Trevipapel está presente tanto no mercado nacional como no internacional, que já representa cerca de 50% das vendas. A ideia é que este número venha a ser potenciado, com oportunidades de crescimento para outras geografias na Europa, América do Sul e África.

Até 26 de fevereiro, o Expresso e o BCP Capital vão contar histórias de 20 empresas que já ganharam os fundos do Portugal 2020 e têm projetos para inovar e internacionalizar. E cinco guias práticos, às sextas, caso deseje candidatar-se ao programa comunitário