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Projeto 20+20

Qualidade das uvas de Vale da Rosa conquista os mercados mais exigentes

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António Silvestre Ferreira, administrador e proprietário, lembra que a empresa tem feito um “esforço assinalável” o que se comprova pela área de produção: é atualmente de 250 hectares, há 10 anos situava-se nos 100”

Tiago Miranda

Brasil é o último destino alcançado pela empresa de Ferreira do Alentejo. Conheça mais um dos 20 projetos que receberam financiamento europeu e que o Expresso e o BCP Capital divulgam até final do mês

Miguel Ângelo Pinto

As uvas produzidas em Portugal não se destinam, em exclusivo, à atividade vinícola e têm vindo a registar um acréscimo assinalável de qualidade, conquistando outros mercados e impondo-se como produtos adequados aos mais exigentes paladares. Vale da Rosa é uma empresa que se dedica à produção de uvas de mesa de alta qualidade, destinadas ao abastecimento do mercado interno, em todas as suas vertentes, e ao mercado de exploração, uma área que se tem vindo a revelar muito promissor.

€2,7 milhões
Uma parte deste investimento é para a plantação de mais 18 hectares para produção de uva sem grainha

Em, 2015, a empresa de Ferreira do Alentejo exportou 35% de toda a sua produção, resultado alcançado não só pela instabilidade sentida internamente, mas também pela apetência que o produto foi conquistando em países do Norte da Europa, Angola ou China. O exigente mercado inglês é, diga-se, um dos principais importadores de Vale da Rosa, mas já no próximo mês de julho, as uvas sem grainha produzidas na herdade vão chegar ao Brasil, um dos países-alvo no processo de internacionalização em curso.

Para António Silvestre Ferreira, administrador e proprietário, a empresa tem feito “um esforço assinalável no que diz respeito ao investimento, o que se comprova pelo facto de a área de produção ser atualmente de 250 hectares, enquanto que há 10 anos se situava nos 100 hectares, em dois pólos de produção no concelho de Ferreira do Alentejo”. A par da produção, “que tem um custo médio de 80 mil euros por hectare“, Vale da Rosa tem investido também em infraestruturas de frio para “responder de forma eficaz ao objectivo de incremento das exportações”.

Refira-se que na campanha de 2015, o volume de negócios da empresa foi superior a onze milhões de euros. O projeto, agora apoiado pelo programa Portugal 2020, tem um valor global de 2,7 milhões de euros, prevendo a plantação de 18 novos hectares e a reconversão de 6,5 hectares de vinha mais antiga. As novas plantações são apenas para a produção de uvas sem grainha.

Vale da Rosa é um importante pólo de desenvolvimento económico da região, presente na rede social promovida pela câmara municipal do concelho, colaborando de forma permanente em inúmeras iniciativas de responsabilidade social, como a promoção do desporto, a cooperação com instituições de solidariedade social e divulgação de medidas preventivas para uma vida saudável e equilibrada, como o patrocínio de fruta no dia mundial da alimentação saudável nas escolas do concelho.

Até 26 de fevereiro, o Expresso e o BCP Capital vão contar histórias de 20 empresas que já ganharam os fundos do Portugal 2020 e têm projetos para inovar e internacionalizar. E cinco guias práticos, às sextas, caso deseje candidatar-se ao programa comunitário