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Como educar para a inovação

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ESTIMULAR: O moderador António José Teixeira e Rosália Vargas, Paulo Pereira da Silva, Joana Vasconcelos, Miguel Pina Martins, Bárbara Coutinho e Licínio Almeida focaram-se na necessidade de educar desde cedo para aumentar a criatividade

Tiago Miranda

Júri da Nação Inovadora, organizado pelo Expresso, SIC Notícias e Audi, reuniu-se para lançar o projeto. A Science4you aproveitou o evento para revelar ter recolhido 8 milhões de euros de investidores

A importância da educação no estímulo da inovação foi o tema mais em foco no arranque da Nação Inovadora, projeto que quer identificar as portugueses mais criativos.
No Pestana Palace, em Lisboa, juntaram-se os embaixadores do projeto — Rosália Vargas, CEO da Ciência Viva; Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova; Joana Vasconcelos, artista plástica; Miguel Pina Martins, CEO da Science4you; Bárbara Coutinho, diretora do MUDE; e Licínio Almeida, diretor-geral da Audi — num debate moderado por António José Teixeira, diretor da SIC Notícias.

Todos os embaixadores — com a exepção de Licínio Almeida — escolheram cinco nomeados que vão ser agora conhecidos em pequenas reportagens emitidas na SIC Notícias para o público poder votar no site do projeto e ajudar a escolher o mais inovador dos 25 selecionados.

“É uma ideia bonita. Juntar tudo isto para a divulgação e propagação de ideias. É bom para motivar outros a fazer melhor e diferente”, começou por dizer Rosália Vargas. A investigadora realçou a necessidade de se estimular a criatividade o mais cedo possível para que possamos ser um país “mais aberto, inovador e progressista.” É uma vontade que faz Rosália levantar uma questão: “Como se aprende a ser inovador?"

Risco de ousar
Paulo Pereira da Silva afirmou olhar para “o mundo não como geografia mas como uma sobreposição de redes” pelo que, para aparecer mais inovação, é preciso “deixar-se inspirar por outras áreas.” Por isso, Miguel Pina Martins acredita que a procura pelo progresso deve “começar na escola com o estimulo do empreendedorismo, até porque “pode haver muito boas ideias nas universidades mas falta capacidade de as passar para o exterior, para o sociedade”. O repsonsável pela empresa de material didático científico revelou ainda ter recolhido 8 milhões de euros de investidores.

Joana Vasconcelos não tem dúvidas que a “criatividade está banida dos programas de educação, onde se fica sentado dos 7 aos 17 anos.” A solução passa por “dar liberdade de pensamento para que se consiga fazer algo de novo, um clique.” Por outro lado, Bárbara Coutinho mostra ceticismo quanto à possibilidade de “formar para pensar” se bem que defende um “política estratégica” para melhorarmos individualmente e enquanto sociedade. “É preciso não ter medo de falhar”, atira. Um pensamento reforçado por Licínio Almeida, ao deixar o desejo que haja mais “risco em ousar” para que as boas ideias “não fiquem sentadas no sofá”.