26/05/2012 atualizado às 0:12

Indícios contra José Sócrates vêm de Portugal

Quase todas as suspeitas foram fornecidas pela PJ. Tio Júlio Monteiro vai ser interrogado. Visite o dossiê Freeport e leia a carta rogatória

Rui Gustavo
15:07 Sábado, 31 de janeiro de 2009
Sócrates participou numa reunião a sós com responsáveis do Freeport. Esta é a informação que a polícia portuguesa passou às autoridades britânicas
Sócrates participou numa reunião a sós com responsáveis do Freeport. Esta é a informação que a polícia portuguesa passou às autoridades britânicas
Rui Ochôa

Um DVD gravado às escondidas e sem qualquer valor legal em Portugal é o único indício recolhido pelos investigadores britânicos que implica José Sócrates no caso Freeport. Mas a leitura da já célebre carta rogatória enviada pelo Serious Fraud Office (SFO) a Cândida Almeida permite concluir que há mais indícios, descobertos pela PJ, que podem comprometer o primeiro-ministro. O pior será uma reunião de Sócrates a sós com responsáveis do Freeport e os promotores do empreendimento. A tese é sustentada não só na conversa gravada no DVD mas também numa série de e-mails encontrados nos computadores da Smith&Pedro, a empresa que intermediou o negócio da construção e licenciamento da Freeport.

Os nomes


Na carta são indicados os nomes de dez pessoas envolvidas no processo. Nenhum é arguido. O tio Júlio Monteiro não está na lista. Sócrates é considerado "sob investigação no sentido de ter solicitado, recebido ou facilitado pagamentos". Na mesma categoria estão José Marques, vice-presidente do Instituto de Conservação da Natureza, Manuel Pedro e João Cabral, ambos da Smith&Pedro.

Há seis suspeitos britânicos e, de acordo com a carta, "existem motivos razoáveis para crer que tenham cometido crimes de suborno e corrupção" - termo que não é utilizado para os portugueses. Sean Collidge, fundador da Freeport exilado em França, é o número um da lista, que inclui Gary Russell, Jonathan Rawnsley e Rick Dattani - todos responsáveis da empresa. Charles Smith, intermediário, e William McKinney, o primeiro a mostrar interesse no terreno, completam a lista.

Os factos


As alegadas irregularidades no licenciamento do Freeport foram denunciadas numa carta supostamente escrita por Zeferino Boal, dirigente local do CDS/PP. A PJ começou por acreditar numa campanha contra Sócrates, então candidato a primeiro-ministro, mas decidiu investigar o licenciamento e transmitiu as suspeitas aos ingleses: "A Polícia Judiciária declarou à Serious Fraud Office que o facto de a aprovação ter sido alguma vez concedida, dada a existência da zona de protecção ambiental, levanta uma forte suspeita de corrupção no procedimento de aprovação".

O projecto foi chumbado duas vezes. Quando foi interrogado pela polícia inglesa, Charles Smith alegou que "a Smith & Pedro foi abordada entre estas duas apresentações relativamente ao pagamento de um suborno considerável para assegurar a aprovação". E a 17 de Janeiro de 2002 há uma reunião alargada entre Sócrates, responsáveis da Freeport e autarcas. O primeiro-ministro já admitiu este encontro. De acordo com a carta, nesse mesmo dia, "José Sócrates, reuniu posteriormente com Sean Collidge, Gary Russell, Charles Smith e Manuel Pedro. Nesta reunião distinta, José Sócrates efectuou alegadamente um pedido que seria equivalente a um suborno". A reunião foi referida por Charles Smith durante a conversa gravada no DVD e é "apoiada por uma lista de e-mails extraídos de computadores apreendidos aos escritórios da Smith & Pedro pela Polícia Judiciária".

Quando foi formalmente interrogado pela polícia inglesa, em Julho de 2007, Charles Smith negou tudo o que tinha declarado anteriormente. Vive em Portugal.

O rasto do dinheiro


No essencial, quer a investigação inglesa quer a portuguesa concentram-se num ponto: por onde é que circulou o dinheiro da Freeport, que "efectuou três ou quatro pagamentos em parcelas de 50 mil libras à Smith&Pedro". Na conversa gravada por Alan Perkins, então gestor da Freeport, Charles Smith "alega que se trata de pagamentos de subornos, com o intuito de satisfazer o acordo de 17 de Janeiro de 2002, a partir dos quais efectuou uma série de pagamentos em numerário a um primo de José Sócrates".

A informação foi confirmada pela própria PJ: "A SFO e a Polícia da cidade de Londres foram informadas pela Judiciária, numa reunião realizada no dia 9 de Julho de 2008, de que tinham sido obtidas provas de uma série de saques em numerário que se julga estarem relacionados com esta alegação". Nuno Monteiro admitiu ao Expresso que o irmão Hugo enviou um e-mail para a Freeport a cobrar o favor de ter conseguido uma reunião com o primo ministro. Júlio Monteiro, tio de Sócrates, foi alvo de buscas e deverá ser ouvido pela PJ nos próximos dias.

Os ingleses demoraram mais de três anos a mandar "material bancário relacionado com as contas da Freeport junto do Barcklays e da conta de Francesca Smith junto do HSBC". Foram pedidos os depoimentos de Alan Perkins, que já deixou a Freeport, e de Jonathan Rawnsley e Charles Smith. A carta não confirma qualquer pedido das autoridades britânicas para ver as contas do primeiro-ministro português.


O que são cartas rogatórias
As cartas rogatórias são usadas entre as polícias e organismos de investigação e servem para as autoridades de um país pedirem às de outro que efectuem determinadas diligências. Usam-se quando num país se investiga um possível crime que tenha tido desenvolvimentos noutro Estado. Ao contrário das acções que são requeridas através das delegações da Interpol - e que utilizam o correio electrónico e os telefones para comunicar - as cartas rogatórias seguem o tradicional procedimento da época do papel e sobrescrito pois são informações destinadas a serem directamente usadas em tribunal, o que exige maior formalismo. As autoridades criminais fazem seguir (e recebem) este expediente através dos respectivos Ministérios dos Negócios Estrangeiros ou de contactos directos entre as Procuradorias. As demoras nas respostas têm, fundamentalmente, que ver com o tempo necessário para realizar investigações e perícias.


CONTRA SÓCRATES
 

Ainda há muito por explicar no processo


Sócrates pode chamar-lhe "campanha negra" ou o que quiser, mas a carta rogatória não retoma as acusações de 2005.

Em primeiro lugar, nessa carta o primeiro-ministro aparece "sob investigação" por ter "solicitado, recebido ou facilitado pagamentos que sejam relevantes aos crimes indicados" (suborno e corrupção). Podemos acreditar que isso venha de há quatro anos. Mas a suspeita de que, logo após uma reunião a 17 de Janeiro (com o topo da Freeport - Collidge, Russell, Smith, Pedro -, além do presidente da Câmara de Alcochete e do secretário de Estado, entre outros), Sócrates teve, no mesmo dia, uma reunião à parte apenas com Collidge, Russell, Smith e Pedro na qual - e eis o que diz na carta - "efectuou alegadamente um pedido que seria equivalente a um suborno" não é informação que já existisse e terá sido confirmada por mails apreendidos.

Por último, e logo a seguir a essa data terão sido feitos uma série de pagamentos de 50 mil libras à Smith&Pedro, agentes do Freeport em Portugal, que o próprio Smith, no vídeo gravado à sua revelia por Alan Perkins, diz terem ido parar a uma conta de um primo de Sócrates (Hugo Monteiro, provavelmente).

A maioria destas pistas é da investigação portuguesa, que agora desvaloriza o caso. Mas o facto de terem existido diligências e buscas (em casa e na empresa de Júlio Monteiro, tio do primeiro-ministro e a um dos mais conceituados escritórios de advogados de Lisboa) fazem acreditar que há alguma consistência nos indícios. Além disso, o facto de a Procuradoria afirmar que não há suspeitos parece totalmente contraditório com estas buscas. Claro que nada disto atinge directamente o primeiro-ministro, mas há muito que ele tem ainda de explicar, tanto mais que as peças do processo parecem encaixar bem de mais.


A FAVOR DE SÓCRATES
 

Nada de novo desde os rumores de 2005

José Sócrates tem razão quando diz que não há nenhum facto novo na investigação em torno do caso Freeport no que a ele lhe toca e que tudo o que existe já constava da acusação anónima de que foi alvo há quatro anos.

É isso que decorre liminarmente da leitura da Carta Rogatória do Serious Fraud Office. Com efeito, quer a colocação do seu nome como sendo considerado "sob investigação no sentido de ter(em) solicitado, recebido ou facilitado pagamentos", quer a alegada reunião que teria tido a 17 de Janeiro com Sean Collidge, Gary Russel, Charles Smith e Manuel Pedro, onde também alegadamente teria efectuado "um pedido que seria equivalente a um suborno", baseiam-se na Carta Rogatória da Procuradoria portuguesa, de 12 de Agosto de 2005, cujos factos assentam, por sua vez, na tal denúncia anónima.

Como se sabe, Sócrates nega que tenha tido qualquer reunião a sós com os promotores do empreendimento. E o facto é que Charles Smith, que num vídeo de 3 de Março, gravado sem ele saber e que não serve de prova nos tribunais portugueses, afirma ter feito "pagamentos de subornos" em numerário a um primo de José Sócrates, não só nega posteriormente as alegações específicas de corrupção numa inquirição sob aviso a 17 de Julho de 2007 feita pela Polícia da Cidade de Londres, como em nenhum momento refere que o dinheiro teve como destino o ex-ministro do Ambiente. Além do mais, são ainda menos credíveis as acusações de que "foram pagos montantes mais importantes (até 5 milhões de libras) a uma empresa de advogados ligadas a José Sócrates como pagamentos de subornos a partir de fontes do Reino Unido".

É a própria Carta Rogatória do Serious Fraud Office que as considera como "alegações menos específicas", ou, por outras palavras, muito pouco verosímeis.

Texto publicado na edição do Expresso de 31 de Janeiro de 2009.


Clique no link em baixo para visitar o dossiê do Caso Freeport
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 3    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Vai-te embora!
Mariana Matos (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 17:18 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Larga o poleiro, Zézito!
 
 Regras da comunidade
    Re: Vai-te embora!    Ver comentário
Lobocastanho (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
mensalão
userEX54527 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
vivendo no Brasil, acompanhei o escandalo do mensalão, embora com contornos diferentes, no entanto tem em comum o fato de tentar incriminar Lula no Brasil e agora Socrates em Portugal, no inicio tudo indicava que Lula não sobreviveria com o passar do tempo e sem provas e apenas suseições acabou virano o jogo e sen do eleito com uma votação record, sei que Portual não é o Brasil, mas quem sabe se no final de tudo isto Socrates aina consegue a maioria absoluta, que parecia não estar ao seu alcance
 
 Regras da comunidade
    Re: mensalão    Ver comentário
Observador-Mor (seguir utilizador), 1 ponto , 17:09 | Domingo, 1 de fevereiro de 2009
Caso Freeport
ANO1933 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Não acredito! Então foi a Polícia Judiciária que forneceu as pistas das suspeitas sobre José Sócrates ?
E o tio do1º Ministro vai ser interrogado?
Então, algo de importante há a investigar?
Não se trata de nenhuma "cabala política" como alguns, querem fazer crer, e que leva alguns dos mais altos responsáveis a afirmarem de de que se trata de uma
"campanha negra"!
 
 Regras da comunidade
O PAÍS SOCRATICO CONSEGUE NEGAR
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 16:14 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
FACTOS...
Ingleses queriam investigar Sócrates. Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país. O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países. Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro. Naquela, era assumido claramente o pagamento de 'luvas' a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres. A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto.A gravação da conversa em DVD não é admissível como prova na lei portuguesa e, por outro lado, o fluxo do dinheiro detectado não aponta directamente para Sócrates. Os representantes nacionais terão entendido que o máximo que será possível apurar é um possível financiamento ao PS.

EMPRESA DAS 'LUVAS' ACABOU EM DEZEMBRO A empresa Smith & Pedro, Consultores Associados, Lda, suspeita de ter sido a intermediária no pagamento de 'luvas' a políticos portugueses, incluindo o actual primeiro-ministro José Sócrates, foi dissolvida no dia 5 de Dezembro de 2008. Constituída em Agosto de 2000, teve uma primeira sede em Faro, na Urbanização do Vale da Amoreira, mudou-se em 2004 para Alcochete e acabou por ser dissolvida no mês passado quando já estava na mira das autoridades portuguesas e inglesas. Um dos seus sócios, Charles Smith, é uma das pessoas que aparece no DVD gravado por um administrador inglês da empresa Freeport Pic, que veio a Portugal propositadamente para conhecer o destino dos milhões de euros que foram sendo transferidos para a Smith & Pedro em diversas tranches. Na presença de João Branco, engenheiro contratado pela Smith & Pedro para dar apoio técnico, o administrador inglês interrogou Charles Smith sobre o destino do dinheiro enviado para Portugal. E foi então que o sócio da empresa de consultadoria afirmou que tinha sido utilizado para pagar comissões a toda a gente. A conversa prosseguiu e a dada altura Charles Smith, já arguido em Inglaterra, conta que tudo foi combinado numa reunião com o ministro Sócrates para facilitar o licenciamento do Freeport na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, processo que já tinha sido chumbado duas vezes e que seria aprovado pelo Governo Guterres a três dias das eleições de 2002.

CAMPANHA ELEITORAL DO PS SOB SUSPEITA As investigações ao caso Freeport indicam que o PS poderá ter sido também contemplado com uma parte dos quatro milhões de euros em comissões que terão sido pagas a vários intervenientes no processo de licenciamento do maior outlet da Europa. Ao que o CM apurou, as suspeitas apontam para que a empresa de Júlio Coelho Monteiro, tio de José Sócrates, tenha sido um dos veículos utilizados para fazer circular o dinheiro por empresas offshore. No essencial, as verbas terão saído de Portugal para Inglaterra, através da ISA – Investimentos Imobiliários, construtora sediada em Setúbal, e daí terão sido transferidas para offshores detidas pelo próprio Júlio Monteiro. A confirmar-se este percurso do dinheiro, os investigadores terão extrema dificuldade em descobrir o destino final do mesmo. A partir de uma sociedade sediada num paraíso fiscal, como as Ilhas Caimão ou Gibraltar, o rasto das verbas destinadas a eventuais comissões torna-se indetectável. Ao MP e à PJ cabe fazer o que muitos consideram impossível.http://www.correiomanha.p... 0000009&contentid=02CDFBDA-4A49-4CED-8E6D-87500E627D2D
24 Janeiro 2009 - 00h30 Caso Freeport/ Sócrates teve reunião com o Freeport
Familiar do primeiro-ministro confirmou a existência do encontro em 2001.
Em comunicado, José Sócrates não admite ter recebido intermediário, mas afirma ter participado numa "reunião alargada" no ministério do Ambiente.

O primeiro-ministro mostra-se indignado e repudia as notícias que envolvem o seu nome. O primo de José Sócrates, Nuno Carvalho Monteiro, confirmou ao Expresso a existência de um encontro entre um intermediário do negócio do Freeport de Alcochete e o então ministro do Ambiente. Ao Expresso, Nuno confirmou que na sequência da reunião entre o intermediário Charles Smith e José Sócrates, a empresa de publicidade detida pela família enviou um mail aos responsáveis do outlet a cobrar o favor. A intenção era, segundo contou ao Expresso, que a empresa britânica usasse a agência de publicidade para promover o empreendimento.
http://aeiou.expresso.pt/...
       
PARTE DA ENTREVISTA DE FELÍCIA CABRITA AO TIO DE SOCRATES
F.C. (Felícia Cabrita) - Na investigação das autoridades inglesas sobre o 'caso Freeport', o senhor aparece ligado a uma empresa consultora do outlet, a Smith & Pedro, como intermediário para obter o licenciamento para o projecto...

Tio - Completamente falso. Eu conheci o Charles Smith através da sua mulher, que era administradora de um condomínio na Quinta do Lago onde comprei um apartamento em 1992. Esse senhor, mais tarde, estava ligado ao Freeport – e um dia queixou-se-me de que um gabinete de advogados estava a pedir-lhe quatro milhões de contos para obter o licenciamento.

F.C. - E teve alguma intervenção nisso?

Tio - Eu disse-lhe: 'Eh pá, não acredito que isso seja possível. Vou falar com o meu sobrinho'.

F.C. - E falou?

Tio - Falei e ele disse: 'Tio, isso é uma mentira pegada, porque eu é que trato desses assuntos. Mande vir esse fulano falar comigo'.

F.C. - Foi o que fez?

Tio - Disse ao Charles para ligar para o Ministério do Ambiente e dizer que ia da parte do ministro José Sócrates.

F.C. - E o assunto foi resolvido?

Tio - Nunca mais soube de nada… Depois até fiquei chateado, porque usou o meu nome e nem obrigado me disse. Nunca soube mais nada sobre o assunto.

F.C. - Mas os ingleses dizem…

Tio - Peço desculpa de a interromper, mas não me interessa o que os ingleses dizem. Só eu é que sei, porque fui eu quem falou directamente com o meu sobrinho. E ele ficou completamente indignado, porque nessas questões era ele quem mandava. Se falar com o Charles, pergunte-lhe o que ele disse e o que lá foi fazer. Estou altamente arrependido de ter proporcionado isto…

F.C. - Mas as autoridades têm indícios de que a Smith & Pedro terá obtido o licenciamento através…

Tio - Só quem não me conhece.

F.C. - … através da sua influência junto do ministro do Ambiente.

Tio - Isso é mentira e vou pô-los em tribunal!

F.C. - Mas o senhor é 'suspeito', o que não é o mesmo que ser 'culpado'…

Tio - Eu sou suspeito, mas até agora não sabia de nada!

F.C. - Suspeita-se que lhe terão sido pagas comissões, que foram para duas offshores…

Tio - Duas offshores em meu nome?

F.C. - Sim. A Glenstal Trading Limited, constituída em Gibraltar pelo BCP e com conta numa sucursal no Funchal, mas que também tem conta no BPN, aberta em Cayman; e outra offshore também criada pelo BCP mas num estado americano, com conta em Cayman.

Tio - Realmente isso existe. Quer dizer, existiu. Mas não teve movimento nenhum, nem conseguem provar. É uma pura mentira que eu tenha recebido… Até fiquei muito chateado por o Smith nem me agradecer – e isto era altamente confidencial. Mas como vieram a saber das minhas offshores?
       
http://sol.sapo.pt/Pagina...
 
 Regras da comunidade
    Re: O PAÍS SOCRATICO CONSEGUE NEGAR    Ver comentário
Lobocastanho (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
JAL -Sol
jb.myself (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
O Sr. Jose Antonio Lima, na sua cronica Solarenga "dito & Feito, a proposito de uma frase de Socrates, em que este diz:

"Estranho que, em ano eleitoral, o processo volte a ser noticia",

Dispara com:

"Eis como o Governo prestigia e considera o poder judicial..."

Sr. JAL, até ao momento, o Sr.Sócrates não é suspeito nem está sob investigação.

Por muito que lhe deva desagradar, isto sim, é um FACTO.

Não são emails de quem quer que seja, que aliás não dizem nada, nem, tão pouco, suposições maquiavélicas ou sódidas insinuações.

Não, isto é um FACTO:
Não é suspeito nem sob investigação.
Ponto.

Esta palhaçada "caça-tolos"/"vende jornais" começa em fugas de informação com origem no poder judicial em conluio com proeminentes escribas da nossa praça.

E, isso sim, è CRIME.

É um CRIME que foi e está a ser cometido pelo poder judicial e os orgãos de propaganda social.

Tão preocupado está V.Exa. com o prestigio do poder judicial...

Haja decoro...
 
 Regras da comunidade
    Re: ai é...    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
    Re: JAL -Sol    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:55 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
"Afinal, onde está o poder mais forte? No voto ...
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:24 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
... ou nos poderes feudais que estão acima e à margem dos votos dos portugueses? "
Proença de Carvalho ( in Semanário Económico)

Artigo completo aqui: http://www.economico.pt/n...
 
 Regras da comunidade
    Re: acabei de o ler ... e???    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 8:40 | Domingo, 1 de fevereiro de 2009
Discussão interessante
userEX34334 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:28 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Curiosamente, quer no 5 Dias (blog) quer no meu blog a notícia de hoje do Expresso, sobre os funcionários afastados tem vindo a ser discutido
http://aoutravarinhamagic... ml
 
 Regras da comunidade
Branqueamento...
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
JS desde logo pretende separar a 'questão' em dois 'processos' seperados, segundo a orientação da "justiça portuguesa", Freeport e uma coisa e 'Zona protegida' é outra coisa. Em termos formais a separação leva ao 'desaparecimento formal' da relação de 'causa-efeito', e assim em tribunal, os casos não se podem relacionar e as 'luvas' não existem...

Repare-se como a PGR também concorda que são dois casos independentes, e até os jornalistas da SIC, no telejornal o sublinharam bem...

Porque o PM não está sozinho! Há quem bem o apoie! Todo o Governo, a Assembleia da República, o PR, o Partido Socialista, o Zépovinho, etc....

Havemos de ver ainda a sua 'maioria absoluta'. Porque o povinho também votou no Valentim, no Isaltino, na Felgueiras, no Torres, etc..

E ao fim e ao cabo, eles só se defendem uns aos outros!
À 'Política à portuguesa' apenas corresponde uma 'justiça à portuguesa'...

Porque é que os portugueses com algum valor vão todos para fora do País?
Porque cá não têm hipóteses de trabalho, nem sequer de apresentar as suas ideias! Cá o povinho sempre preferiu os 'viváços', os vigaristas, os crápulas, etc..
E como nunca houve Justiça, nem se espera venha a haver, devemos recomendar aos nossos filhos que procurem outro país para viver...

Ainda assim, com alguma esperança no despertar do povinho, lembro as palavras de Eça de Queiroz,como a frase do momento:
«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
...

   
 
 Regras da comunidade
Cá para mim...
Bom como o Milho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:33 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
quem denunciou Socrates foi algum ressabiado a quem não foi pago como deve ser!
 
 Regras da comunidade
    Re: Cá para mim...    Ver comentário
xmac (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Afinal, onde está o poder mais forte? No voto ...
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
... ou nos poderes feudais que estão acima e à margem dos votos dos portugueses?"

Proença de Carvalho (in Semanário Económico)

Ver artigo aqui: http://www.economico.pt/n...
 
 Regras da comunidade
'justiça portuguesa'
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 17:03 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Do gabinete do secretário-geral do PS, assinado pelo chefe de gabinete foi enviado um e-mail transcrevendo o comunicado da Procuradoria-Geral da República, o pronunciamento do PGR sobre o caso Freeport (com chamada de atenção para o ponto 7º), onde se lê que 'não há suspeitas fundadas' sobre José Sócrates.

'Camarada, (...) a sua melhor atenção para o ponto 7º onde está, de forma objectiva e concreta, que 'não há suspeitas fundadas'...

Porque não se demite senhor PGR? E leve a senhora que esteve na RTP com a Judite de Sousa...
 
 Regras da comunidade
www.reifazdeconta.com
Bomfim (seguir utilizador), 1 ponto , 17:34 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
O Sr. José Socrates não passa de um incumpridor, os seus ministros são a negação do estado de direito, por exemplo no MNE encobrem-se à vários meses vários crimes num acto sem precedentes de verdadeiro terrorismo de estado.

Ao Ministro Luis Amado aplica-se como uma luva a velha máxima " se pensarem que és um banana, não abras a boca, podem ficar com a certeza!"

Toda a verdade deste escandalo que atinge altos funcionários do MNE e indirectamente Socrates como responsável maximo em CRIMES NO MNE no site reifazdeconta.com
 
 Regras da comunidade
Haja Responsabilidade!
Amarulas (seguir utilizador), 1 ponto , 17:51 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Acho curiosa toda esta discussão em torno do caso Freeport. Faz-me lembrar o alarido em torno de casos como o da Ponte de Entre-os-Rios, da Casa Pia, da Maddie, do Apito Dourado ou dos voos da CIA. Casos em que a projecção dada na sociedade pelos meios de comunicação social foi tanta (e de tanta que foi já ninguém aguentava ouvir falar dos mesmos) que neste momento acho ridículos alguns juízos sumários e sem qualquer sustentação que são feitos não só neste espaço como noutros...

Acho muito bem que os meios de comunicação social investiguem. Mas exijo que o façam bem e com seriedade! Fazer deste caso mais uma "novela" que sirva para vender jornais ou encher os ouvidos do "Zé-Povinho" ao jantar não é um bom serviço que se presta à sociedade portuguesa.

Senhores: este caso, por si só, envolve o nome do nosso Primeiro Ministro (é absolutamente irrelevante se gostamos da forma como ele age enquanto governante ou não), pelo que se pede responsabilidade! Não é um assaltante de bancos espanhol ou um apresentador de televisão, é o homem que tem responsabilidades máximas na condução do país! A nós, resta-nos esperar e aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Saudações
 
 Regras da comunidade
Os mais responsáveis
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
O Homem tem responsabilidades! O endeusamento dos governantes, talvez a comparação da Igreja entre os Pastores e os seus Rebanhos!

Há sempre quem aceite a escravidão!

Quem deve respeitar e a quem deve respeitar... Respeito merecem os governados. Estes é que devem ser respeitados. Teoricamente, foram estes que colocaram no Poder quem lá está, e são 'estes', que não estão a ser respeitados.

É o Povo que mereceria ser respeitado e bem informado, também por quem de Direito, sobretodas as trafulhices realizadas por aqueles que o não respeitam, tratando a todos como idiotas...
 
 
 Regras da comunidade
Procuradora Cândida Almeida apoiou Mário Soares
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 18:43 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
Ao apoiar a candidatura de Mário Soares nas últimas eleições presidenciais, a Procuradora Cândida Almeida deveria deixar imediatamente a responsabilidade de investigar o caso Freeport por motivos óbvios. Ao continuar a fazê-lo é óbvio que a separação de poderes entre a Política e a Justiça está posta em causa. Não basta ser sério...
 
 Regras da comunidade
    Re: Procuradora Cândida Almeida apoiou Mário Soare    Ver comentário
leitura (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
    Re: Procuradora Cândida Almeida apoiou Mário Soare    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Sábado, 31 de janeiro de 2009
    Re: Procuradora Cândida Almeida apoiou Mário Soare    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 0:09 | Domingo, 1 de fevereiro de 2009
    Re: Procuradora Cândida Almeida apoiou Mário Soare    Ver comentário
kalaf (seguir utilizador), 1 ponto , 20:44 | Domingo, 1 de fevereiro de 2009
Página 1 de 3    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




Freeport: Sócrates ameaça processar quem invocar o seu nome
19:23 Terça feira, 22 de maio de 2012, 143
Freeport: arquiteto nega contactos privilegiados com Governo ou PS
12:37 Terça feira, 13 de março de 2012, 5
Freeport: PGR abre processo a magistrados que investigaram o caso
21:29 Quarta feira, 29 de dezembro de 2010, 19
Freeport vai a julgamento
21:56 Quinta feira, 25 de novembro de 2010, 37
Procuradores do Freeport dizem-se vítimas de campanha
15:03 Quarta feira, 11 de agosto de 2010, 28
Monarquia e Hierarquia versus Procuradoria
19:24 Segunda feira, 9 de agosto de 2010, 18
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB