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Índice de Desenvolvimento Humano: Portugal é 41.º

Em matéria de esperança de vida, escolaridade e PIB per capita, Portugal ocupa o 41º lugar no ranking do desenvolvimento humano das Nações Unidas, numa lista de 187, ao nível dos países da Europa do Leste e Médio Oriente, e a anos luz da Noruega.

 

ONU e Lusa |
A baixa escolaridade é um dos fatores que impede Portugal de estar mais bem posicionado no índice
A baixa escolaridade é um dos fatores que impede Portugal de estar mais bem posicionado no índice /  Tiago Miranda

No ranking deste ano da ONU dos países com desenvolvimento humano elevado, a Noruega voltou, pela sétima vez, a ocupar a primeira classificação, seguida pela Austrália (2ª), Holanda (3ª) e EUA (4ª). A 41ª posição no índice é ocupada por Portugal, que voltou este ano a descer mais um lugar.

Apesar da baixa classificação, Portugal ainda é o único lusófono entre os 47 países com "desenvolvimento humano muito elevado".

Todos os dez últimos colocados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ficam em África, sendo a última posição ocupada pela República Democrática do Congo, onde a esperança de vida é de apenas 48,4 anos (contra seguida pelo Niger e Burundi.

Imediatamente a seguir a Portugal, estão o Bahrein, a Letónia, o Chile, a Argentina, a Croácia e Barbados.

Países lusófonos


Cabo Verde (133.º) surge classificado como tendo "desenvolvimento humano médio". Mas a maioria dos países lusófonos apresenta IDH muito baixos, sendo Moçambique (184º posição), com apenas 1,2 anos de escolaridade média e 898 dólares de rendimento per capita (643 euros), o pior.

Seguem-se a Guiné-Bissau, ocupa a 176º posição, Angola (148.º), Timor-Leste (147.º) e São Tomé e Príncipe (144.º).

Em Moçambique, a esperança de vida ronda os 50,2 anos, há apenas 1,2 anos de escolaridade média e 898 dólares de rendimento per capita (643 euros).     

A Guiné-Bissau é o país lusófono com a menor esperança de vida à nascença (48,1 anos), registando 2,3 anos de escolaridade média e um rendimento per capita de 994 dólares (712 euros).

Angola regista uma esperança média de vida de 51,1 anos, 4,4 anos de escolaridade média e um rendimento per capita de 4.874 dólares (3.486 euros).    

O estudo revela ainda que mais de metade da população angolana vive abaixo do limiar da pobreza ou em pobreza extrema, ressalvando contudo que os últimos dados disponíveis nesta área remontam a 2001.

Em Timor-Leste, a pobreza extrema atinge 38,7 por cento da população (dados de 2009) e o RNB per capita ronda os 3.005 dólares (2.147 euros).     

Já o Brasil avançou uma posição em relação ao ano passado, e agora ocupa o 84º lugar, enquadrando-se, ainda assim, na categoria de país  com "desenvolvimento humano elevado".

Muito perto da classificação do  Brasil está outra potência económica, a China, que ocupa a 101ª posição.

O IDH é elaborado desde 1990 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que este ano adverte para a questão dos problemas ambientais, como as alterações climáticas, que ameaçam avanços em especial nos países mais pobres.

Baixa escolaridade "atrasa" Portugal


Mas se a esperança de vida à nascença dos portugueses é de 79,5 anos - sempre a crescer nas últimas décadas mas ainda assim menos dois anos que os espanhóis (81,4) -, a baixa escolaridade contribui para o "atraso" de Portugal no mundo desenvolvido. Com a média de  7,7 anos passados na escola, pior só o Qatar (7,3). 

Quando comparado com o ano passado, Portugal desce de 40.º para 41.º, mas o número de países que integram a tabela aumento de 169 para 187, pelo que os especialistas da ONU consideram que mantém a posição no "ranking".  

O documento apresenta a evolução ao longo dos últimos 30 anos, período no qual a esperança de vida à nascença em Portugal aumentou 8,2 anos, a escolaridade subiu em média 2,9 anos e o rendimento nacional bruto por pessoa cresceu 76%.

Contudo, no que toca a este último indicador, a previsão para este ano aponta para o valor mais baixo registado entre os últimos quatro referidos: em 2000 atingiu os 20.662, cinco anos depois subiu para 20.980, em 2010 baixou ligeiramente para 20.928, tendência que manterá este ano, quando decrescerá para 20.573.

Semelhanças com Grécia e Hungria


Grécia e Hungria são países que os peritos da ONU consideram semelhantes a Portugal pelo número de habitantes e índice de desenvolvimento humano e que ocupam, respetivamente, o 29.º e o 38.º lugares.

Portugal apresenta uma esperança de vida para os nascidos este ano de 79,5 anos, ligeiramente inferior à Grécia (79,9), mas consideravelmente superior à Hungria (74,4).

A ordem mantém-se quanto ao rendimento nacional bruto -- Grécia com 23.747 dólares por pessoa em 2011, Portugal com 20.573 e Hungria com 16.581 -  mas altera-se na escolarização, onde os húngaros surgem na liderança dos três países com 11,1 anos de escolaridade média por habitante, seguidos dos gregos (10,1) e, à distância, dos portugueses (7,7).

Portugal assume a dianteira entre os três países e situa-se em 19.º lugar quando são ponderados os critérios do índice de desigualdade de género avaliados em 149 países. A Grécia aparece no 24.º lugar e a Hungria em 39.º.

Entre os fatores que contribuem para este índice, Portugal lidera na taxa de mulheres deputadas (27,4%), à frente da Grécia (17,3%) e da Hungria (9,1%), e na percentagem de mulheres com emprego (56,2%), destacado à frente da Grécia (49,2%) e da Hungria (42,5%).

A Grécia volta a liderar quando é avaliada a taxa de mortalidade materna (mulheres que morrem devido a complicações relacionadas com a gravidez ou no parto), com duas mães a morrerem por cada 100 mil crianças que nascem anualmente, seguida de Portugal (sete) e Hungria (13).

Onde Portugal volta a liderar é na taxa de mães adolescentes, que são 16,8 em cada mil crianças que nascem, seguido da Hungria (16,5) e da Grécia (11,6).

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Desenvolvimento?
No entanto Portugal ocupa o 12º lugar no "ranking" mundial de automóveis por habitante, com 537 automóveis para cada 1000 habitantes, e nesta lista, está logo atrás da Irlanda (542) e 3 lugares abaixo da Alemanha (546), mas está à frente da Suiça, Noruega, França, Bélgica, Espanha, Suécia, Inglaterra, Holanda e Dinamarca!!!! A Grécia ocupa o 31º lugar (devem ter mais barcos).

Temos mais de 3000 quilómetros de autoestradas!!! No fim de 2008, já DEPOIS de a crise ter rebentado, tínhamos 2860 e o Governo Sócrates deciciu fazer... MAIS 1400!!!

Somos um dos países onde o Futebol tem mais adeptos, mas temos tantos Estádios que muitos deles estão ao abandono e terão de ser vendidos.

E somos o país onde os 15 (!!!) primeiros lugares dos índices de audiência de programas da TV são ocupados EXCLUSIVAMENTE por Futebol e Telenovelas!!!!!

Somos o QUARTO país do sul da Europa com mais homicídios, depois da Itália, Espanha e Sérvia!!!

O SÉTIMO país com maiores despesas nos Tribunais.

E o SEGUNDO país que recebe mais dinheiro da Comissão Europeia.

Não existem preocupações cívicas
O Portugal tem o lugar que merece.
Muitos poderão colocar as culpas no governo, como se em tudo tivesse culpa, mas a verdade é que Portugal funciona mal, porque tem muitos portugueses de baixa qualidade, e que se deixam ficar assim. Refiro-me à sua formação cívica.
A justiça, o futebol, a educação, a saúde,... funcionam mal e o que têm em comum é serem geridos por portugueses.

É uma questão cultural... que se observa em outros detalhes: no trânsito, no emprego, na separação separam de lixos, nos supermercados,... tudo isto contamina o ambiente em que vivemos e onde todos participamos.

Não existem preocupações cívicas. Nem responsabilidade. Infelizmente!
Re: Índice de Desenvolvimento Humano: Portugal em
Continuo sem preceber porque é que temos de consolar-nos com o facto de termos alguns valores melhores que a Hungria ou a Grecia!.. Nao deveriamos em vez de isso olhar para a frente, para paises da Europa Ocidental com bons indices de desenvolvimento e tentar alcança-los?
Enquanto a mentalidade for a do consolo nao vamos a lado nenhum!
Senhores jornalistas... toca a mudar a mentalidade e a apresentar valores-meta, nao valores-consolo!
As pegadinhas do PNUD
o problema é este: não sei exatamente o que se passa com Portugal e os outros países lusófonos, mas sei que o Brasil foi mal colocado em 84º lugar pois além de ser notório, a olho nu, a melhoria do Índice , sabe-se que os dados usados foram, no caso brasileiro, referntes ao ano de 2006 ...
Ora não se precisa de viver no Brasil para notarmos que desse ano para hoje (5 anos depois) a diferença de qualidade de vida é enorme...

Enfim, COISAS
tipicas de mais uma vigarice das sondagens dos USA....
Re: As pegadinhas do PNUD
Re: As pegadinhas do PNUD
Re: As pegadinhas do PNUD
Re: As pegadinhas do PNUD
A ARROGÂNCIA do sr. Paulo Pedroso
Re: A ARROGÂNCIA do sr. Paulo Pedroso
Re: As pegadinhas do PNUD
Re: As pegadinhas do PNUD
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Edição Diária 17.Abr.2014

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