A directiva europeia que entrou em vigor no dia 1 de Setembro passado prevê essa retirada em quatro etapas (ver gráfico) e o estabelecimento de requisitos cada vez mais exigentes de eficiência energética em aspectos como os tempos de arranque ou o tempo de vida, entre outros.
A Comissão Europeia (CE) chama a atenção que "foi tomado o devido cuidado para assegurar que os consumidores encontrem lâmpadas alternativas com a mesma qualidade de luz ou com maiores poupanças de energia".
Assim, não serão apenas as fluorescentes compactas que estarão disponíveis como alternativas às tradicionais incandescentes, mas também as incandescentes melhoradas com tecnologia de halogéneo - "totalmente equivalentes às tradicionais incandescentes em termos de forma e qualidade de luz" - e os LED (díodes emissores de luz).
A CE salienta que "todas estas lâmpadas permitem poupanças globais significativas, em termos de custos para o utilizador, devido ao seu consumo mais baixo, mesmo considerando que o seu preço de venda é superior". Assim, essas poupanças poderão chegar aos 25 a 50 euros por ano, dependendo da dimensão de uma família e da sua escolha de lâmpadas alternativas.
As embalagens passaram a ter também informações adicionais para ajudar os consumidores a fazerem a escolha certa para o fim que pretendem. Em todo o caso, Isabel Oliveira, especialista da DECO, recorda que "só a partir de 1 de Setembro de 2010 será obrigatório incluir em todas as embalagens os ciclos on-off (ligar/desligar), os lúmens por Watt e a temperatura de cor da luz".
Para garantir uma boa qualidade de luz, "o critério a usar pelo consumidor nas suas escolhas deve ser os lumens por Watt e não a potência". Quanto à temperatura de cor da luz de uma lâmpada, "existe uma lacuna nas embalagens actuais, porque só alguns fabricantes a incluem, mas mesmo assim há um problema: usam critérios e designações diferentes".
E quanto à capacidade de arranque das fluorescentes compactas, Isabel Oliveira reconhece que "ainda há diferenças significativas em relação às incandescentes". Deste modo a DECO defende que "os mínimos estabelecidos pela directiva europeia deveriam ser mais exigentes, porque já há tecnologias e modelos disponíveis no mercado".
Fluorescentes compactas: dicas para comprar
Antes de seleccionar uma lâmpada fluorescente compacta, a Comissão Europeia dá conselhos ao consumidor. Assim, este deve verificar na embalagem:
- A quantidade luz produzida: 1300-1400 lúmens para o equivalente a uma incandescente de 100 Watts, 920-970 para 75W, 700-750 para 60W, 410-430 para 40W e 220-230 para 25W.
- A temperatura da cor (2700 K ou "branco quente" para relaxar, mais de 4000 K ou "branco frio" para trabalhar).
- Se a intensidade da luz pode ser regulada (caso necessite).
- Se a lâmpada pode suportar ser ligada e desligada com frequência (caso necessite).
- Se a lâmpada pode funcionar em temperaturas muito reduzidas no exterior de uma habitação.
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| Veja como vão acabar as lâmpadas incandescentes na UE
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