25 de abril de 2014 às 8:33
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Inaugurada nova marginal da baía de Luanda

Projeto no valor de 300 milhões de euros requalifica zona nobre da capital angolana.
Luís Ferreira Lopes e Kussy Eugénio/RUMO
Inaugurada nova marginal da baía de Luanda

A emblemática obra de requalificação da baía de Luanda foi ontem inaugurada pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, no dia do seu aniversário e a três dias das eleições.

O projecto-público privado terá custado 300 milhões de euros, o equivalente a 376 milhões de dólares ou 36 mil milhões de kwanzas, cerca de 100 milhões de euros acima do valor que tinha sido avançado publicamente no final de 2011. A obra foi, em grande parte, conduzida pelas construtoras portuguesas Mota-Engil e Soares da Costa.

A capital angolana passa a ter nova cara para o seu bilhete postal. A requalificação da marginal da baía de Luanda durou 30 meses e - após as infraestruturas, saneamento e despoluição da baía - esta última fase foi concluída em apenas 14 meses, ao longo dos 3.100 metros de extensão da baía da capital angolana. Os habitantes de Luanda podem agora disfrutar de uma área completamente renovada para lazer, serviços de estacionamento, melhoria na fluidez rodoviária, eventos culturais, espaços verdes e comércio, mas ainda falta concluir a última fase de sinalização de estacionamentos na avenida 4 de Fevereiro (1750 novos lugares, 2900 lugares no total).

A obra foi inaugurada pelo presidente José Eduardo Santos, ladeado da sua esposa e filhos, bem como de membros do actual executivo, empresários e vários representantes da sociedade civil. O projeto resulta de uma decisão governamental e foi desenvolvido pela Sociedade Baía de Luanda, SA, que tem como principais acionistas a Sonangol, o Banco Privado Atlântico, o Banco Comercial Português e a FiniCapital. Apenas o banqueiro Carlos da Silva (presidente do Banco Privado Atlântico) discursou na qualidade de representante da Sociedade Baía de Luanda.

Após o descerramento da placa e o corte da fita da nova marginal, José Eduardo dos Santos deslocou-se ao lado sul da obra (1ª fase, perto da fortaleza e da ilha de Luanda), onde centenas de populares - cujo acesso foi previamente garantido pelo protocolo presidencial - cantaram os parabéns no dia do seu septuagésimo aniversário.

Para a materialização desta parceria público privada, a banca privada nacional teve um papel central de apoio financeiro na concretização da obra pública. O investimento rondou os 300 milhões de euros (36 mil milhões de kwanzas), sem necessidade de recurso ao Orçamento Geral do Estado.

A Sociedade Baía de Luanda compromete-se a assegurar, numa concessão por cinco anos (que pode ser estendida) que a nova marginal será um espaço com regular actividade de eventos culturais e desportivos. Estão já disponíveis ao longo dos 3.100 metros de frente oceânica / passeio marítimo, 147 mil m2 de espaços pedonais, cerca de três km de ciclovia, 10 novas praças ao longo do passeio marítimo, 3 parques infantis, 3 parques de desporto, 5 campos de street basket e 5 espaços para eventos culturais.

Os responsáveis da obra realçam que houve 80% de incorporação de materiais nacionais, muitos destes fabricados em plena obra. Além de trabalhadores angolanos e portugueses, esta nova frente oceânica contou com o esforço de operários e técnicos sul-africanos, belgas, escoceses, libaneses ou irlandeses.

O maior desafio que vários convidados comentaram é o da manutenção do espaço e das zonas verdes, numa cidade onde ainda persistem vários problemas de fornecimento regular de água e electricidade. São cinco hectares de zonas verdes abertas ao público, mais os quilómetros de palmeiras plantadas ao longo dos três quilómetros da baía, do porto até à ponte da ilha de Luanda.

Mais informações na edição deste mês da Rumo e em http://rumo.sapo.ao

Comentários 5 Comentar
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Agora...
...só falta matar a fome a 10 milhões de angolanos!

Vergonhoso...!
Ingaugurações
Estes ainda fazem política dos anos 80... umas inaugurações antes das eleições e tal... mostrar

Pena o Dos Santos não ter feito mais por este país. Pena que a gestão de uma nação esteja a cargo de uma família e dos seus interesses..

Sinceramente, como é possível que tamanho ladrão se consiga deitar a noite e dormir descansado, sabendo que á sua volta reina a miséria e o crime pela sobrevivência. E sabendo também que no dia a seguir se vai levantar e trabalhar em arranjar meios para manter o povo dominado, manipulado.

A fortuna Dos Santos é incalculável, assim como a probreza e a ignorância do povo que lideram.

Haverá castigo para gente assim? Esperemos que sim...

Enbtretanto lá anda ele, a inaugurar projectos de 300milhoes de euros na cidade de Luanda. Um angolano precisa de quanto para viver BEM diáriamente? 2 euros?
Re: Ingaugurações Ver comentário
"Disfrutar"
A sério, sr. jornalista? Enfim...

Escreve-se "desfrutar", só como nota...
Re-inauguração da marginal de Luanda
A isenção e objectividade deste jornal, estão aqui bem patentes..., esqueceram-se de referir que a marginal de Luanda foi obra dos Portugueses durante o Estado Novo, uma obra emblemática à semelhança de milhares de outras que entretanto por motivos democratas, se deterioraram. Num país desenvolvido e governado por gente culta, é natural.
Obra realizada por duas empresas portuguesas, obviamente também democratas, que adoram o deus dinheiro e rastejam aos pés do futunga de Belas, desprezando o atropelo dos mais elementares Direitos Humanos dos Angolanos.
À maneira dos ditadores socialistas de antanho, onde o culto da personalidade substitui o culto de um Deus, a obra foi inaugurada no dia de aniversário do corrupto-mor lá do sítio..., só falta baptizarem a marginal com o seu nome, à semelhança do que Tito fez na Jugoslávia, o dia nacional, era o seu dia de anos. Também foi um bom socialista!
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