5
Anterior
Dívida: Itália paga juros mais baixos
Seguinte
Merkel destaca "esforços impressionantes" de Itália
Página Inicial   >  Economia  >   Inaugurada nova marginal da baía de Luanda

Inaugurada nova marginal da baía de Luanda

Projeto no valor de 300 milhões de euros requalifica zona nobre da capital angolana.
|
Inaugurada nova marginal da baía de Luanda

A emblemática obra de requalificação da baía de Luanda foi ontem inaugurada pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, no dia do seu aniversário e a três dias das eleições.

O projecto-público privado terá custado 300 milhões de euros, o equivalente a 376 milhões de dólares ou 36 mil milhões de kwanzas, cerca de 100 milhões de euros acima do valor que tinha sido avançado publicamente no final de 2011. A obra foi, em grande parte, conduzida pelas construtoras portuguesas Mota-Engil e Soares da Costa.

A capital angolana passa a ter nova cara para o seu bilhete postal. A requalificação da marginal da baía de Luanda durou 30 meses e - após as infraestruturas, saneamento e despoluição da baía - esta última fase foi concluída em apenas 14 meses, ao longo dos 3.100 metros de extensão da baía da capital angolana. Os habitantes de Luanda podem agora disfrutar de uma área completamente renovada para lazer, serviços de estacionamento, melhoria na fluidez rodoviária, eventos culturais, espaços verdes e comércio, mas ainda falta concluir a última fase de sinalização de estacionamentos na avenida 4 de Fevereiro (1750 novos lugares, 2900 lugares no total).

A obra foi inaugurada pelo presidente José Eduardo Santos, ladeado da sua esposa e filhos, bem como de membros do actual executivo, empresários e vários representantes da sociedade civil. O projeto resulta de uma decisão governamental e foi desenvolvido pela Sociedade Baía de Luanda, SA, que tem como principais acionistas a Sonangol, o Banco Privado Atlântico, o Banco Comercial Português e a FiniCapital. Apenas o banqueiro Carlos da Silva (presidente do Banco Privado Atlântico) discursou na qualidade de representante da Sociedade Baía de Luanda.

Após o descerramento da placa e o corte da fita da nova marginal, José Eduardo dos Santos deslocou-se ao lado sul da obra (1ª fase, perto da fortaleza e da ilha de Luanda), onde centenas de populares - cujo acesso foi previamente garantido pelo protocolo presidencial - cantaram os parabéns no dia do seu septuagésimo aniversário.

Para a materialização desta parceria público privada, a banca privada nacional teve um papel central de apoio financeiro na concretização da obra pública. O investimento rondou os 300 milhões de euros (36 mil milhões de kwanzas), sem necessidade de recurso ao Orçamento Geral do Estado.

A Sociedade Baía de Luanda compromete-se a assegurar, numa concessão por cinco anos (que pode ser estendida) que a nova marginal será um espaço com regular actividade de eventos culturais e desportivos. Estão já disponíveis ao longo dos 3.100 metros de frente oceânica / passeio marítimo, 147 mil m2 de espaços pedonais, cerca de três km de ciclovia, 10 novas praças ao longo do passeio marítimo, 3 parques infantis, 3 parques de desporto, 5 campos de street basket e 5 espaços para eventos culturais.

Os responsáveis da obra realçam que houve 80% de incorporação de materiais nacionais, muitos destes fabricados em plena obra. Além de trabalhadores angolanos e portugueses, esta nova frente oceânica contou com o esforço de operários e técnicos sul-africanos, belgas, escoceses, libaneses ou irlandeses.

O maior desafio que vários convidados comentaram é o da manutenção do espaço e das zonas verdes, numa cidade onde ainda persistem vários problemas de fornecimento regular de água e electricidade. São cinco hectares de zonas verdes abertas ao público, mais os quilómetros de palmeiras plantadas ao longo dos três quilómetros da baía, do porto até à ponte da ilha de Luanda.

Mais informações na edição deste mês da Rumo e em http://rumo.sapo.ao


Opinião


Multimédia

Cheesecake com manjericão e doce de tomate

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 5 Comentar
ordenar por:
mais votados
Agora...
...só falta matar a fome a 10 milhões de angolanos!

Vergonhoso...!
Ingaugurações
Estes ainda fazem política dos anos 80... umas inaugurações antes das eleições e tal... mostrar

Pena o Dos Santos não ter feito mais por este país. Pena que a gestão de uma nação esteja a cargo de uma família e dos seus interesses..

Sinceramente, como é possível que tamanho ladrão se consiga deitar a noite e dormir descansado, sabendo que á sua volta reina a miséria e o crime pela sobrevivência. E sabendo também que no dia a seguir se vai levantar e trabalhar em arranjar meios para manter o povo dominado, manipulado.

A fortuna Dos Santos é incalculável, assim como a probreza e a ignorância do povo que lideram.

Haverá castigo para gente assim? Esperemos que sim...

Enbtretanto lá anda ele, a inaugurar projectos de 300milhoes de euros na cidade de Luanda. Um angolano precisa de quanto para viver BEM diáriamente? 2 euros?
Re: Ingaugurações
"Disfrutar"
A sério, sr. jornalista? Enfim...

Escreve-se "desfrutar", só como nota...
Re-inauguração da marginal de Luanda
A isenção e objectividade deste jornal, estão aqui bem patentes..., esqueceram-se de referir que a marginal de Luanda foi obra dos Portugueses durante o Estado Novo, uma obra emblemática à semelhança de milhares de outras que entretanto por motivos democratas, se deterioraram. Num país desenvolvido e governado por gente culta, é natural.
Obra realizada por duas empresas portuguesas, obviamente também democratas, que adoram o deus dinheiro e rastejam aos pés do futunga de Belas, desprezando o atropelo dos mais elementares Direitos Humanos dos Angolanos.
À maneira dos ditadores socialistas de antanho, onde o culto da personalidade substitui o culto de um Deus, a obra foi inaugurada no dia de aniversário do corrupto-mor lá do sítio..., só falta baptizarem a marginal com o seu nome, à semelhança do que Tito fez na Jugoslávia, o dia nacional, era o seu dia de anos. Também foi um bom socialista!
Comentários 5 Comentar

Últimas

BES contamina Bolsa

Investidores assustados com antecipação de prejuízos do Banco Espírito ...

Ver mais

Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Últimas


Pub