As estruturas da CGTP passaram as últimas semanas a preparar o 1.º de Maio. Na União dos sindicatos de Lisboa multiplicaram-se as reuniões, as horas de trabalho voluntário, as encomendas de bandeiras, cartazes e faixas e gastaram-se cerca de 80 mil euros.
Ninguém sabe ao certo quantas horas foram gastas em reuniões internas e externas, nem quantas horas de trabalho foram aplicadas a acabar e a empacotar o material que vai ser usado no 1.º de Maio, mas todos sabem que foram muitas.
"Fizemos muitas reuniões preparatórias e todos ajudam no que é preciso porque tudo tem que estar pronto a tempo", disse Célia Lopes, da direção da União dos Sindicatos de Lisboa (USL) à agência Lusa.
É mais fácil contabilizar os materiais que foram encomendados: 200 pancartas (cartazes rígidos de madeira com um cartaz colado em cada lado), 5.000 camisolas, 300 faixas, 600 pendões, 5.000 bandeirolas, 140 mil desdobráveis.
€80 mil em materiais
No total foram gastos cerca de 80 mil euros nestes materiais, na montagem e decoração do palco na Alameda, na contratação do grupo musical Quadrilha e na segurança policial.
A primeira fase dos preparativos começou há mais de um mês e meio com a discussão e aprovação na CGTP do lema para o dia do Trabalhador e com a escolha do cartaz que irá ilustrar a data.
A partir daí cada União distrital pôs mãos à obra para concretizar as comemorações do Dia do Trabalhador.
À USL cabe a organização da já tradicional corrida 1.º de Maio e da emblemática manifestação da capital que termina na alameda Afonso Henriques.
Para isso os dirigentes da USL reuniram-se com representantes da CML para analisarem toas as intervenções necessárias no espaço reservado para o evento.
Depois, com a polícia, para combinar os pormenores para a corrida e para a manifestação: qual é o percurso, os cortes do trânsito e o número de efetivos necessários para assegurar a segurança nos locais.
CML e polícia
"Temos um bom relacionamento com os técnicos da CML e com a polícia, cujo papel é muito importante", disse à Lusa o coordenador da USL, Libério Domingues, acrescentando que os polícias para estas iniciativas são escolhidos e têm formação adequada para o serviço.
Nos últimos dias intensificaram-se os trabalhos de última hora na sede da USL, onde parece não sobrar espaço para mais bandeiras, faixas, ou desdobráveis.
Foram separados os materiais e enviados para os sindicatos do distrito que se encarregarão da distribuição no dia da manifestação.
As últimas tarefas foram asseguradas pelos dirigentes e funcionários da USL. É certo que já ninguém pinta faixas à mão, mas foi preciso cortar na guilhotina milhares de panfletos e pregar os cabos nas pancartas.
Fernando Ambrioso, o dirigente que na maioria das manifestações da CGTP empresta a voz para, no carro de som, conduzir as palavras de ordem, não se fez rogado e agrafou dezenas de ripas de madeira aos cartazes rígidos (com dizeres de um lado e outro) que formam as pancartas que vão ser empunhadas na manifestação de sábado.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso