25/05/2012 atualizado às 20:19
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Herr Schmidt


Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 9 de dezembro de 2011

Não queira saber, prezado Schmidt, quanto pagou o seu Estado para manter as nossas terras improdutivas, as nossas fábricas fechadas e os nosso barcos de pesca atracados no porto. Produzimos pouco e importamos quase tudo o que consumimos. Na realidade, o nosso Estado gasta incomensuravelmente menos do que o seu. Os nossos direitos sociais são uma anedota. Os nossos salários são miseráveis. As nossas reformas mal dão para os medicamentos e para a comida. Mas, mesmo assim, estamos endividados. Porque foi essa a vontade dos principais países europeus: pagar para consumirmos o que o meu caro Schmidt produz. Disseram então que éramos o "bom aluno europeu". E, orgulhosos, ficámos com as autoestradas, que também foram pagas por si, e com os bancos, que nos emprestaram dinheiro para continuarmos a viver.

Depois entrámos no euro. Uma moeda feita para si, mas não para nós. Demasiado forte e sobre a qual nada poderíamos dizer. Com uma supermoeda para uma microeconomia, as exportações tornaram-se ainda mais difíceis e as importações mais tentadoras. Não referendámos nem Maastricht, nem o euro, nem o Tratado de Lisboa. Porque não discutimos a autoridade da União e o seu prestígio, não discutimos o diretório e a sua moral, não discutimos a glória do euro e o seu dever. Somos, como disse um representante vosso na troika, "um povo bom".

Quando os resultados da lição que tão bem aprendemos nos explodiu nas mãos, quando nos revelámos tão vulneráveis ao abalo financeiro internacional, explicaram-nos que andámos a viver acima das nossas possibilidades. Que não produzimos o suficiente para manter um Estado Social que, não saberá o senhor Schmidt, é uma amostra daquele a que o senhor tem direito.

Não quero que pense que o culpo a si. Era o que mais faltava. A culpa é nossa. Seria uma conversa longa, mas a nossa afamada simpatia esconde um enorme complexo de inferioridade. Para nós, "lá fora" é um lugar mítico. E estamos convencidos que qualquer burocrata de quinta linha que nos venha dar ordens sabe, melhor do que nós, o que devemos fazer. Seremos, mais uma vez, bons alunos. Destruiremos o poucos a que temos direito, venderemos a saldo as empresas públicas que restam, afundaremos por muitas décadas a nossa economia. E a celebração das exéquias estará a cargo de uma incompetente em quem o meu caro Schmidt poderá ter votado mas que eu nunca elegi para coisa alguma. Restará ao meu País a praia e o sol, que não podem ser deslocalizados. Como vamos passar a trabalhar quase de borla, aproveite para vir cá no verão. Verá que somos gente que não se mete em confusões. Sempre pronta a servir. De bandeja na mão, pano no braço e cabeça baixa.

Acontece que, ao criarmos o euro, fizemos uma jura de sangue. A tragédia começa a chegar às portas de Brandenburgo. E essa parte, tenho de lhe dizer, é culpa de quem o governa a si. Teremos sido, demasiadas vezes, bons alunos. Mas somos alunos de um péssimo professor. Que, como se verá em Bruxelas, nem perante todas as evidências desiste de velhos manuais que já deveria ter rasgado. A minha desgraça será a sua desgraça. Não o digo com satisfação. Digo-o com a leve esperança de que isso sirva para o meu amigo Schmidt despedir a reitora desta escola de maus costumes. E de que nós abandonemos esta degradante postura de aluno submisso. Podemos aprender todos um pouco com isto. O seu povo, alguma humildade. O meu, algum amor próprio.

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Crónica proto-fascista
moncarapacho (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 8:52 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Quando escolhemos um povo ou uma nação para o isolar e transformar no culpado de todos os nossos males, estamos a enveredar por caminhos típicos da extrema direita.Quando manipulamos factos, para que se ajustem à nossa argumentação, lá se vai a verdade e a honestidade.
A tónica é posta na imposição e rigidez de normas impostas pela Alemanha, quando os culpados estão cá, são portugueses e são conhecidos. Quem geriu, durante anos, esse milhares de milhões a fundo perdido, dados com boa intenção, para reorganização do sistema de ensino, para preparar o povo profissionalmente, para dar mais capacidades académicas e profissionais aos jovens e que deixou que esses fundos se esfumassem em esquemas monumentais de corrupção, esse sim, foram os culpados de termos hoje uma juventude ignorante, com cursos inadequados e sem empregabilidade.

Essa corrupção estendeu-se aos subsídios à agricultura e pescas, com a abertura de serviços públicos, de Norte a Sul, exclusivamente dedicados a ensinar como se roubava a CE.
Em vez de gerir esses fundos, numa reestruturação desses sectores, mantendo o que estava actualizado e liquidando meios e métodos ultrapassados, liquidou-se o que se pôde, a eito, na ânsia de não perder um só tostão desses fundos.
Omite-se também a corrupção generalizada dos últimos anos de governação, com o PM convencido de que as dívidas não se pagam e que levou o país a esta linda situação.

Culpa-se a Alemanha,é mais simpático......
 
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    Re: Crónica proto-fascista    Ver comentário
Colaborador (seguir utilizador), 1 ponto , 9:14 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Crónica proto-fascista    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:42 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Ò companheiro...    Ver comentário
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 11:56 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Ò companheiro...    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 12:56 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Ò companheiro...    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 13:11 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Ò companheiro...    Ver comentário
julcal (seguir utilizador), 1 ponto , 14:00 | Segunda feira, 12 de dezembro de 2011
    Re: Crónica proto-fascista    Ver comentário
josodrac (seguir utilizador), 1 ponto , 17:30 | Sábado, 10 de dezembro de 2011
    Re: Crónica proto-fascista    Ver comentário
julcal (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Segunda feira, 12 de dezembro de 2011
Crónica de um conto do vigário
moncarapacho (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:50 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
O que DO defende, em termos muito simples é uma burla de que fomos vítimas.
Os alemães (e outros) elaboraram um plano pata nos explorar que consistia no seguinte :
  Vamos dar dinheiro aos portugueses para eles deixarem a agricultura e as pescas e depois vamos explorá-los vendendo-lhes peixe e produtos agrícolas.

Como não acredito nesta história e penso que esses fundos perdidos eram para desenvolver o país, tanto em infraestruturas como na preparação académica e profissional do povo, não posso deixar de considerar isto uma reles calúnia.
Os desvios e as roubalheiras organizadas, têm autoria nacionais, muita dessa pasta está em apartamentos de luxo, SUV de última geração,etc.
Governos, Presidentes,Deputados nenhum se pode esquivar à responsabilidade da rapina. Maus hábitos que se prolongaram,até muito recentemente.....
 
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    Re: Crónica de um conto do vigário    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:52 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Crónica de um conto do vigário    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
    Re: Crónica de um conto do vigário    Ver comentário
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 12:10 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Já posso dormir descansado!    Ver comentário
pagil (seguir utilizador), 1 ponto , 14:16 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Crónica de um conto do vigário    Ver comentário
Vasoca (seguir utilizador), 1 ponto , 20:10 | Sábado, 10 de dezembro de 2011
    Re: Crónica de um conto do vigário    Ver comentário
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 22:20 | Sábado, 10 de dezembro de 2011
    Re: Crónica de um conto do vigário    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Terça feira, 13 de dezembro de 2011
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:43 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Mas ele tem culpa ou é dos famosos impreparados políticos que temos! Ou será que há algo por detrás disto tudo!
Mas veja que muitas fortunas foram feitas nesta democracia, e em destaque por quem, políticos e afins.
 
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Herr Schmidt
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:15 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Eu que sou um europeísta convicto do Atlântico aos Urais, estou a ficar desapontado com tanta isitação, que revelam falta de inteligência, mas também de bom senso. Há coisa que até os burros entendem e por isso quando presos por uma corda, depois de se cansarem de puxar, chegam à conclusão que o melhor é colaborar. Ia chamar-lhe asnos mas não o posso fazer, pois como já o disse atrás esses são mais inteligentes, não são capaz de ver que todos vão ficar pior. O PC sempre se opôs à nossa entrada na então CEE,à destruição da agricultura, das pescas e da industria. Pessoalmente embarquei nesse sonho lindo, mas hoje tenho de reconhecer que tinham razão. Falavam muito na perda de soberania e diziam como ficaríamos no caso se um dia a CEE acabasse. Na altura parecia-me impossível, hoje parece-me uma realidade. Oxalá prevaleça o bom senso pois a esperança é a última a morrer, mas já se encontra moribunda.

http://sorisomail.com/ema...

  http://www.youtube.com/wa...
 
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istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 12:00 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
ler nas entrelinhas
clash (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:05 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
DO não está a dizer nenhuma mentira. Nem sequer está a pôr a culpa nos alemães, que somente tentam defender os seus interesses. Quem interpreta o texto dessa forma está a incorrer, no meu ponto de vista, num erro de paralaxe.
O que está em causa nesta crónica é a falta de verticalidade do povo português, a ganância pelos fundos europeus e a ingenuidade ou provincianismo de acreditar que há almoços grátis. Claro que houve muita gente que se encheu, mas a culpa também é de quem permitiu que tal acontecesse. Cada vez que vozes se insurgiam contra os abusos, logo vinham outras, porventura também com esqueletos no armário, a proclamar que tínhamos o dever de acreditar nas instituições e órgãos da democracia. Neste particular, quem fica pior na fotografia é a justiça, que deixou de ser cega e passou a call girl de luxo.
Quanto à maioria da população, continua a preferir colocar-se do lado do mais forte, mesmo quando este começa a revelar preocupantes sinais de fraqueza.
Mas enquanto houver quem nos diga o que pensar e o que fazer, sempre se poupa a maçada.
 
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A Internet e a UE
NMOS (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:46 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
O balanço da presença de Portugal na UE é francamente positivo, apesar de muitos erros cometidos pelo caminho. Portugal desenvolveu-se bastante com a UE. A UE acaba por ser como a Internet: se é mais difícil manter uma ditadura na era da Internet, também é mais difícil implementar uma ditadura estando nós na UE.
 
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É fácil calar DO, desta vez
Cruzadas (seguir utilizador), 2 pontos , 17:11 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
1 - Portugal é que acabou com a frota pesqueira;

2 - Decidimos consumir e não produzir, porque assim o quisemos;

3 - Os nossos salários são baixos porque não temos (nem nuca tivemos) gente competente para desenvolver a economia;

4 - Entrámos no Euro porque...quisemos. Aliás, pedimos batatinhas, para entrar no Euro.

Quando digo nós, portugueses, ou Portugal, digo, obviamente, PS, PSD e CDS. Mas quem votou nessa pandilha foram os eleitores portugueses.

Não queiramos agora colocar a culpa para cima dos alemães, que produzem bens com elevada qualidade e fazem pela vida DELES.

Não não conseguimos fazer pela NOSSA vida, mas não nos podemos queixar de terceiros.

Se um Schmidt qualquer aconselhasse o DO para se lançar para um poço seco, o DO lançava-se? Pois, os nossos governos PS, PSD e CDS lançaram-se. A culpa é dos Schmidts? NÃO. A culpa é NOSSA.

A melhor forma de se descartarem culpas é e sempre será, colocar as culpas nos outros. E o mais engraçado é que por vezes, de tanto culparmos o outro, começamos até a pensar que isso é verdade.

PENSAR PELA NOSSA CABEÇA. FAZER PELA NOSSA VIDA (!). SABER DIZER QUE NÃO. NÃO ACEITAR TUDO O QUE NOS OFERECEM E ACONSELHAM. DUVIDAR DE TUDO. FAZER CONTAS!! É POR NÃO TERMOS GOVERNANTES QUE TENHAM FEITO ISTO HÁ MAIS DE 30 ANOS QUE ESTAMOS COMO ESTAMOS. DEIXEM LÁ A ALEMANHA FAZER PELA VIDA DELES.
 
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Re: Herr Schmidt
Manuel Jacinto111 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:06 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Na minha zona ainda me lembra de ouvir os agricultores revoltados, entao agora arrancamos as vinhas e nao podemos produzir vinho... agora percebo melhor :)
 
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Re: Herr Schmidt
juxpot (seguir utilizador), 1 ponto , 9:27 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Durante anos pagaram-nos para franquearmos o nosso mercado, deram-nos muito dinheiro [tanto, que nos deixamos deslumbrar...] para não produzirmos os nossos seculares saberes em matéria de pescas e agricultura. Politicamente os ministérios do Mar e da Agricultura foram sendo sucessivamente ocupados por verbos de encher, com a originalidade de chegarmos a ter ministros (o lendário Gomes da Silva) que integravam manifestações em protesto contra as suas próprias políticas. Não era difícil de prever que isso iria aumentar brutalmente a nossa dependência do exterior em matéria alimentar, que constitui uma fatia leonina do défice português perante o exterior. Agora, com a economia em cacos e com o abandono das terras, só uma inversão de valores e a nossa recusa radical em pactuar com as PAC que nos foram impondo é que poderá atenuar o problema...
 
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A teoria da esquerda
LPCM (seguir utilizador), 1 ponto , 9:32 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
A culpa é dos alemães!
Teoria para quem não acredita nesta teoria:
Os alemães depois da 2ª guerra mundial tinham o país destruído e só foram ao sítio com a solidariedade europeia!
Designação de quem não acredita em nenhuma destas teorias:
Perigoso neo-liberal de direita!
 
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Caro Daniel ...o seu a seu dono
userEX132452 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Raramente concordo consigo
Desta vez sinto que o seu artigo é bem escrito e reproduz muita vedade daquilo que tem sido a vida do nosso pais e da EUROPA nos últimos quase trinta anos.
Quando assim é meu dever ajudar.
Para além daquilo que escreveu existem outras causas fonestas.
O acordo feito entre NIXON e TEN SIAO PING naquela altura para encostar a UNIÃO SOVIÉTICA.
Posteriormente o acordo de LAOMÉ
Não foi só a denominada UNIÃO EUROPEIA que nos retirou trabalho, logo produção de riqueza e ,óbviamente,melhoria da qualidade de vida dos PORTUGUESES
Penso que o principal disparate a que se juntaram os disparates que se refere foi a adesão ao COMÉRCIO LIVRE para um pais que GEOGRÁFICAMENTE,INDUSTRIALMENTE,NA AGRICULTURA E NAS PESCAS ESTAVA E ESTÁ MORTO.
NÃO SÓ DE DESCANSO E DE SOL VIVE O HOMEM

ACRESCE QUE NA ÉPOCA DE PRÉ ADESÃO AO EURO ,RESPONSÁVEL DO NOSSO GOVERNO O ACTUAL PR,PORTUGAL FORMOU COM OS RESTANTES PRÉ-ADERENTES AO EURO AQUILO QUE SE DESIGNOU COMO O "CABAZ DE MOEDAS".
OS PAISES PODIAM FAZER DESVALORIZAÇÕES AUTOMÁTICAS DE MAIS OU MENOS TRÊS POR CENTO SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DOS RESTANTES PAISES.
QUASE NA PONTA FINAL DESTA FASE O ESCUDO VALORIZOU 31% FACE À LIRA ITALIANA ,36% FACE À PESETA ESPANHOLA,ETC,ETC SEM QUE EXISTISSE QUALQUER ACORDO PRÉVIO.
A CAPACIDADE EXPORTADORA MORREU
ISTO SIM UM CRIME DE LESA PÁTRIA

A INDÚSTRIA JÁ ESTAVA À PORTA DO ABISMO...

A SOLUÇÃO PASSA PELA CRIAÇÃO DE RIQUEZA
CRIAÇÃO DE RIQUEZA É TRABALHO
...
 
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CARO DANIEL .o seu a seu dono (II)
userEX132452 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
É O TRABALHO QUE CRIA A RIQUEZA
É fundamental a criação urgente da criação de CLÁUSULAS DE SALVAGUARDA
Não se trata de proteccionismo
Portugal ficou mais longe do centro da Europa
com a nova UNIÃO a 27 (28)
Portugal perdeu por estratégias da UE ,PAC e outras,inúmeras actividades que eram portadoras de emprego e de trabalho.
As regras sociais que hoje EXISTEM na CHINA.TAIWAN,INDIA,etc ,etc, não são consentâneas com o modelo em que pueremos viver

Obviamente é necessária da nossa parte uma mAIOR RESPONSABILIDADE
Não chega CLAMAR
É preciso trabalhar arduamente.
Temos que ter gestores mais competentes
Temos que ter entidades patronais mais responsáveis e que pensem menos em si próprias e mais nas empresas
Trabalhadores que não exijam o que não é possível dar-lhes
Sindicatos que não vejam na empresa a fonte de todos os males e tantas as vezes as destruam e em seguida clamam por trabalho
Paradoxal
Um GOVERNO mais sério e competente
Menos compadrio
Menos corrupção ,e ela tem fortemente grassado nos últimos anos da nossa vida
Melhores politicas sociais tendo em conta os meios disponiveis
Preocupação com os mais velhos e com as crianças mais desprotegidas

Fundamental uma EDUCAÇÃO exigentíssima

MAIS INVESTIGAÇÃO

As empresas tem que ter a capacidade de permanentemente renovar os seus quadros ,os seus produtos,os seus equipamentos e investigar muito porque só assim se é competitivo

Tanto que averia para dizer...
 
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    Re: CARO DANIEL .o seu a seu dono (II)    Ver comentário
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 12:22 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: CARO DANIEL .o seu a seu dono (II)    Ver comentário
userEX132452 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: CARO DANIEL .o seu a seu dono (II)    Ver comentário
istosólávaiàchapada (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: CARO DANIEL .o seu a seu dono (II)    Ver comentário
userEX132452 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Sábado, 10 de dezembro de 2011
porreiro
anti-r (seguir utilizador), 1 ponto , 13:54 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Mas contra isto não vejo nada.....onde tem andado a oposição? Está tudo acomodado.
 
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Re: Herr Schmidt
leitoraeatenta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Caro Daniel há muito que sou leitora deste periódico e dos seus escritos. Há muito que resisto a comentar, seja o que for. Mas a minha inquietação sobre o estado, não do país, mas da Europa e dos seus governantes trouxe-me hoje aqui. Lembrar que em 2000 a Grécia era o 1º produtor agrícola e Portugal ocupava então o 3º lugar. Face aos eventos turbulentos questiona-se: para onde irá a Alemanha (e não só) escoar a sua produção? Será para os seus países irmãos do leste? Em pré-campanha eleitoral, França e Alemanha pensam apenas na melhor (pior) forma de assegurar um lugar (triste?) na História, pois não acredito que sejam reeleitos.(?)Entristecem-me as mentalidades dos "jovens" políticos sem memória, sem voz nem determinação no desenhar de um caminho seguro e comum que, todos eles sabem ir desembocar num bêco sem saída, mas que trará grande sofrimento e destruições humanas. E ainda estamos no início das incertezas e inércias silenciosas dos demais que dizem ser europeístas. Conhecendo a História dos países da Europa, os acontecimentos presentes eram previsíveis, infelizmente. Não vê aquele que é mais cego que o próprio cego (com o devido respeito pelos últimos). Estou cansada de ouvir e de ler os mesmos discursos, as mesmas razões, os mesmos defeitos com que diversas "sumidades" justificam o injustificável, para o estado do nosso país. Muitos desses precisam de espelho e de um livro de História de Portugal, da Europa e Universal, à cabeceira.
 
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Culpas
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Sábado, 10 de dezembro de 2011
A maior parte da culpa do que nos aconteceu é, obviamente, nossa. Mas é sobretudo uma culpa que está intimamente ligada ao nosso subdesenvolvimento. Económico e mental. Com o tempo sairemos desse subdesenvolvimento mental e poderemos também sair do subdesenvolvimento económico. Não somos um povo inferior. Somos um povo atrazado. Nada que o tempo não possa corrigir.

O problema dos alemães é mais grave. São um povo organizado, diligente, metódico, sistemático, e por isso são bem sucedidos. Mas são também são um povo pouco inteligente e dado a excessos. Só assim se compreende que tenham eleito, apaparicado e tolerado uma cavalgadura que dava pelo nome de Adolfo Hitler, e nada tenham feito para travar os seus crimes. Os italianos também adoptaram uma versão soft desse tipo de dirigente, mas depois liquidaram-no. O que prova que, se são menos diligentes do que os alemães, são de certo mais inteligentes.

O drama é que agora dependemos de um povo pouco esperto, dirigido por gente estúpida, para resolver os problemas da Europa. Na minha opinião talvez tenha chegado a altura de fazer uma Europa mediterrânica, mantendo boas relações comerciais com o norte, mas não deixando que nos metam na sua caserna a sofrer com as suas patologias.
 
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