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Identificação do corpo encontrado no Meco vai ser demorada

Familiares não conseguem identificar o corpo recuperado de uma das estudantes desaparecida no Meco. Confirmação via ADN só em janeiro.
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Os familiares dos jovens desaparecidos estão a receber apoio piscológico
Os familiares dos jovens desaparecidos estão a receber apoio piscológico / Reuters/Rafael Marchante

O corpo de uma das estudantes desaparecidas há uma semana na Praia do Meco, que foi encontrado ontem em frente à praia da Pipa, continua por identificar e só o teste de ADN poderá confirmar de quem se trata na realidade. Mas o resultado científico deverá demorar.  

"Os procedimentos agora são medicino-legais, de rotina. A ordem é fazer  a autópsia, o resto são práticas forenses. Mas o resultado do exame de ADN vai demorar alguns dias, nunca antes de princípios do próximo mês", diz ao Expresso Jorge Costa Santos, diretor da delegação do sul do Instituto de Medicina Legal (IML).

Segundo o responsável, de acordo com as informações que receberam do Gabinete Médico Legal do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, o cadáver recuperado estava irreconhecível, o que se justifica após vários dias no mar.

"É normal que assim seja depois de tantos dias no mar e por razões mais diversas. Há o desluvamento da pele das extremidades, o que torna impossível recolher as impressões digitais. E depois temos os efeitos da água, da fauna marítima e também também das condições climatéricas", acrescenta.

Jorge Costa Santos diz que perante as circunstâncias o processo de identificação, neste caso, inicia-se pelo registo dentário, embora não seja o "procedimento mais decisivo, mais fiável e mais completo, mas sim o ADN".

Quatro jovens por encontrar


O diretor da delegação do Instituto de Medicina Legal acrescenta que "ontem foi também solicitado às famílias [desta jovem e dos outros desaparecidos] a elaboração uma lista de sinais particulares que possam estar preservados e facilitar a identificação dos corpos".

As buscas pela Polícia Marítima foram retomadas esta manhã por via terrestre e marítima para encontrar os restantes quatro desaparecidos (três raparigas e um rapaz). 

"Durante o dia de hoje serão mantidas as buscas terrestres ao longo da praia e ao longo da costa mais a sul estarão empenhados os meios marítimos, a corveta Jacinto Cândido e a lancha de fiscalização Águia, da Marinha", disse à agência Lusa o comandante do Porto de Setúbal, Lopes da Costa.

De acordo com o capitão, as buscas vão passar a ser integradas nas missões normais da Autoridade Marítima, que vai manter a vigilância e patrulhamento da costa com o objetivo de encontrar os jovens desaparecidos.

"Estamos no nono dia após o acidente e, desta forma, encontramo-nos na 3ª fase da operação de busca. Tivemos uma fase logo a seguir ao acidente e que decorreu nas primeiras horas e primeiros dias na expectativa de ainda encontrarmos sobreviventes, seguiu-se uma segunda fase em que foram mantidas buscas intensas e, neste momento, vamos entrar na 3ª fase, a de integração nas missões normais da autoridade marítima", explicou.
 


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