25/05/2012 atualizado às 19:56
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Hungria: 'manifs' contra Governo e nova Constituição (fotogaleria)

Protestos reuniram milhares de pessoas e ocorreram ao mesmo tempo da cerimónia de celebração da nova Constituição, que decorreu na Ópera de Budapeste.

0:46 Terça feira, 3 de janeiro de 2012
Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se ontem à noite em Budapeste contra o primeiro-ministro conservador Viktor Orban, numa mobilização sem precedentes convocada pelos partidos de esquerda e ecológicos e por movimentos civis.

O número de manifestantes não é certo, com os organizadores a reclamarem cem mil e outros observadores a contraporem cerca de 70 mil pessoas nas ruas, noticia a AFP.

Até agora, os apelos à manifestação contra o Governo tinham atraído apenas alguns milhares de pessoas mas, desta vez, dezenas de milhares de cidadãos saíram à rua em protesto contra a nova Constituição, considerando que se trata de um atentado à democracia.

Simultaneamente, Viktor Orban e os seus apoiantes celebram a nova Constituição na Ópera de Budapeste, nas imediações da qual a população se reuniu, sob o slogan "Vai haver uma nova república", numa alusão direta ao desaparecimento da denominação "República da Hungria" da lei fundamental, onde fica apenas Hungria.

Negociações com UE e FMI interrompidas


A 30 de dezembro, o parlamento húngaro aprovou duas leis constitucionais, que entraram em vigor a 1 de janeiro, uma que reforça a influência do Governo sobre o Banco Central e outra que determina uma taxa única (16 por cento) dos impostos sobre os rendimentos.

A decisão desagradou a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional, que em meados de dezembro interromperam as discussões preliminares para a atribuição de uma linha de crédito de 15 a 20 mil milhões de euros.

Após a aprovação da legislação em causa, a UE e o FMI não avançaram uma data para a retoma das negociações. O pedido de ajuda ao FMI e à UE pela Hungria surgiu depois de as agências de notação financeira Moody's e Standard & Poor's terem degradado o rating da dívida de longo prazo, considerando-a especulativa.


Lusa
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Re: Hungria: 'manifs' contra Governo e nova Consti
clash (seguir utilizador), 1 ponto , 17:15 | Terça feira, 3 de janeiro
Não sei por que o Expresso não desenvolve melhor esta notícia. O que consta é que a nova Constituição é ultraconservadora e que a Hungria se arrisca a ser expulsa da UE, sob a alegação de que
visa a perpetuação antidemocrática do partido nacionalista no poder e na administração pública e que pretende instituir formas de controlo da justiça e da imprensa pelo Estado.
Ao que parece, também prevê a abolição do aborto e proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, bem como a punição de crimes cometidos durante o regime comunista. Há quem diga que este último aspeto não passa da criação de condições para uam caça às bruxas aos militantes do partido socialista húngaro.
 
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