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Hospitais Senhor do Bonfim abrem no final do ano

Póvoa Semanário  - Hospitais Senhor do Bonfim abrem no final do ano

Dois anos depois da colocação da primeira pedra, os administradores dos Hospitais Senhor do Bonfim mostraram o andamento das obras, que até ao momento já custaram 35 milhões de euros. O Clube de Geriátrico, o refeitório e o Centro Neurológico têm inauguração prevista para o final deste ano

 

O complexo dos Hospitais Senhor do Bonfim (HSB) surge da iniciativa do empresário poveiro Manuel Agonia, sendo uma instituição privada e vocacionada para a prestação de cuidados de saúde. Constituída por um complexo de unidades de natureza residencial, hospitalar e de serviços de ambulatório, as unidades de saúde concentram-se numa extensa propriedade de 13 hectares, na freguesia de Touguinhó, Vila do Conde.

Formado por oito edifícios autónomos, com capacidade para 525 camas, os serviços médicos terão enfoque nas áreas de Geriatria, Pediatria, Neurologia e Psiquiatria. As doenças de Alzheimer, Bipolar, Esquizofrenia e Parkinson serão outro dos destaques dos HSB, em instalações modernas e inovadoras a nível nacional e europeu, sublinha Manuel Agonia.

O Hospital Geral - Bloco Operatório e o Centro Neurológico conta com instalações e corpos clínicos próprios. O primeiro em dois edifícios autónomos, numa área total de 13.700 metros quadrados, 113 quartos duplos e 15 individuais, num total de 241 camas; sete salas de bloco operatório, duas salas de partos, uma sala de recobro e uma sala de cuidados intensivos, sala de estar e de refeições em todos os pisos de internamento. Já o Centro Neurológico ocupa uma área de 7.047 metros quadrados em três pisos, com quartos duplos, num total de 168 camas, além das seis salas de consulta, serviços clínicos e de refeições.

Em outro edifício autónomo insere-se a unidade residencial, com 6.380 metros quadrados, quatro pisos, com 58 quartos duplos e 116 camas, sala de refeições, auditório, áreas de lazer e serviços auxiliares de apoio a residentes com mobilidade condicionada.

Por sua vez, a unidade de serviços de ambulatório irá oferecer serviços de consulta em praticamente todas as especialidades médicas, serviços médicos, pequena cirurgia e serviço de diagnóstico e tratamento, ocupando o maior edifício do complexo, com uma área total de 13.675metros quadrados, distribuída por cinco pisos.

No complexo, foi ainda reservado um espaço para a Capela do Senhor do Bonfim, com uma arquitectura exclusiva, além de cozinhas centrais e restaurantes, armazéns gerais e de farmácia, portaria e recepção.

 

Projecto de Interesse Nacional

Este projecto foi considerado pela Comissão de Avaliação e Acompanhamento como Projecto de Potencial Interesse Nacional, distinção que orgulha Manuel Agonia, dado que as unidades de saúde vão gerar cerca de 850 novos postos de trabalho, prevendo-se que metade integre os quadros técnicos e superiores.

 

"A saúde é um negócio"

É esta a convicção de Manuel Agonia, que há 25 anos inaugurou a Clipóvoa, defendendo: "os HSB estão adiantados em tudo o que se fez no país e na Europa". O presidente do Conselho de Administração defende que este Hospital está avançado no tempo, sublinhando: "quando inaugurei a Clipóvoa disseram-me que estava adiantado 20 anos para a época. Quanto a este dizem que está 50 anos adiantado".

Um dos objectivos destes Hospitais é prestar serviços médicos em todo o mundo, com consultas via telemedicina e marcação de exames. "Com o Aeroporto Sá Carneiro a 15 minutos de distância e a Estrada Nacional 206 à porta, temos todas as acessibilidades para receber doentes de qualquer parte", revelou Manuel Agonia, que pretende que os serviços estejam acessíveis a todo o mundo. "Os Hospitais Senhor do Bonfim vão falar mais em Vila do Conde do que em Portugal", salientou Manuel Agonia, sobre este complexo que tem está orçado em mais de 90 milhões de euros. 

 

Protocolo visa parceria com Serviço Nacional de Saúde

No sentido dos Hospitais Senhor do Bonfim integrarem o Serviço Nacional de Saúde, foi assinado um protocolo entre a administração dos Hospitais e a Câmara Municipal de Vila do Conde, onde a Sociedade promotora e a autarquia se dispõem a colaborar no sentido dos HSB virem a merecer um lugar no Sistema Nacional de Saúde. Sobre o protocolo, Mário de Almeida, presidente da Câmara de Vila do Conde sublinhou a importância desta instituição no SNS: "é impensável que o Estado não reconheça que este hospital tem condições para atender ao serviço público, às pessoas que pagam as suas contribuições. É um hospital com enorme capacidade, procurado por portugueses e estrangeiros e que as pessoas daqui não venham, porque o Estado não o incluiu no SNS será impensável".

Apesar desta parceria, a ARS Norte e nenhum membro do Ministério da Saúde se fez representar na visita ao espaço, facto que não passou despercebido à Administração do Hospital Senhor do Bonfim.


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