23 de abril de 2014 às 15:41
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Hospitais devem 1197 milhões às farmacêuticas

A dívida dos hospitais continua a crescer apesar da Lei dos Compromissos, que tem como objetivo evitar o endividamento.
Lusa
Cerca de 70% da dívida de 2011 dos hospitais às farmacêuticas já foi liquidada DR Cerca de 70% da dívida de 2011 dos hospitais às farmacêuticas já foi liquidada

Os hospitais continuam a contrair dívidas superiores às definidas na Lei dos Compromissos, que visa evitar o endividamento, e só à indústria farmacêutica devem 1197 milhões de euros, com um prazo médio de pagamentos de 495 dias.

Em entrevista à agência Lusa, Ana Paula Carvalho, da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), revelou que 70% da dívida de 2011 já foi liquidada, mas que esta continua a crescer e em outubro situava-se nos 1197 milhões, o que "é insustentável".

A responsável reconhece, contudo, o esforço do Ministério da Saúde, que entre julho e agosto pagou 532 milhões de euros de dívidas às empresas farmacêuticas e, desde então, tem prosseguido o pagamento.

"Muitas das nossas empresas associadas alargaram os prazos de pagamento dos hospitais, mas apesar disso a dívida continua a subir", acrescentou.

Prazo médio de 495 dias


Este alargamento dos prazos de pagamento, que a Lei dos Compromissos visa evitar, é possível por se tratar de "decisões individuais de cada uma das empresas farmacêuticas", esclareceu Ana Paula Carvalho.

Em outubro, o prazo médio de pagamento dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde a empresas farmacêuticas era de 495 dias.

Para Ana Paula Carvalho, "o ideal é que a dívida esteja paga até ao final de 2012".

A empresária considera que a falta de novos medicamentos aprovados e introduzidos nos hospitais e nas farmácias é "tão preocupante como a dívida hospitalar", assim como a instabilidade legislativa.

Ministério admite "dificuldades pontuais"  


"As empresas farmacêuticas, com falta de estabilidade legislativa, dificilmente conseguirão manter postos de trabalho e atrair investimentos para o nosso país", disse.

O Ministério da Saúde reconheceu que os hospitais têm tido "dificuldades pontuais" em cumprir a Lei dos Compromissos, que limita o endividamento, mas rejeita que haja "qualquer incumprimento" como referiu a presidente da Apifarma.

Comentários 8 Comentar
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Falta GESTÃO profissional nos hospitais
Dívidas «de caixa». Não tenho a certeza de que estas dívidas, que são DÍVIDAS, sejam contabilizadas na contabilidade dos hospitais. Os hospitais, como toda a administração pública, são geridos de forma primitiva.

Este ministro da saúde criou, e muito bem, a possibilidade dos hospitais terem um departamento de Auditoria Interna nos seus organigramas: uma boa medida que pode, a prazo, modernizar consideravelmente a gestão dos hospitais.

É sintomático que seja preciso vir um ministro do sector privado - Paulo Macedo é um profissional «formado» no sector privado - para introduzir estas «novidades» na administração pública. Novidades.. é como quem diz.. a Auditoria Interna tem décadas de «profissão», exitem mais de 100 mil CIAs em todos o mundo, talvez uma centena dos quais em Portugal; há décadas que nenhuma empresa séria, mesmo em Portugal, vive sem Auditoria Interna (seja interna seja emprestada).. mas na Administração Pública é uma «novidade».

Resta saber como vai ser imprementada a medida nos hospitais: se vão buscar auditores internos profissionais (certificados) ou se vão «promover» um qualquer boy para fingir que está a fazer o que ele pensa que é «uma auditoria».
Administrações e Sindicatos hospitalares!
São os principais responsáveis desse desastre!
!
Todos os dias se vê como está o Pais e para onde caminha. Quando era ministra da saúde a abelha maia, já eu ouvia dizer que na área saúde ninguém fazia contas. Era esbanjar até à exaustão. Assim é que o País caminhou para o pântano. Agora já estamos num atoleiro que não sei como sairemos dele. Agora é que se vê bem como é que eles fizeram "socialismo" e estado social. E a volta que essas coisas vão levar....Pulhas!!!!
Acho muito bem que não se pague!
Aliás, e seguindo a norma bem-pensante da nossa esquerda, não só os Hospitais não deveriam pagar, como deveriam antes ser eles a receber da indústria farmacêutica!
Aproveitava-se a ideia, e os próprios trabalhadores dos hospitais deveriam pagar para lá trabalhar!
Assim é que era!
Portugal ap que chegaste
Somos um país de caloteiros, até o Estado deixou de ser uma "pessoa" de bem.
Assim nunca iremos a lado nenhum.
Re: Portugal ap que chegaste Ver comentário
ISTO É NOS HOSPITAIS..
Isto é nos hospitais, vamos à carris o buraco é maior, passamos para a TAP é o que se sabe, vamos à CP. Metro e todas as empresas estatais bem como as camarárias é só buracos como o queijo suíço. Onde andavam os jornalistas, as TVs, os ZURRINHOS, o BE , O PR sem falar na justiça que assistiu a esta roubalheira impávida e serena com se tudo isto fosse crescimento económico. E ninguém é punido. Mas como foi possível tanta gente a assistir a um desastre deste e poucos muito pouco ousarem dizer algo , sem nunca terem sido ouvidos. SALAZAR ao pé destes parasitas era uma estátua como o MARQUÊS e eles pigmeus. Vermes corruptos que não tiveram pingo de vergonha.
Re: ISTO É NOS HOSPITAIS.. Ver comentário
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