24 de abril de 2014 às 17:08
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Homicida condenado à morte foi salvo pelo Twitter

Um dos jurados do julgamento de Erickson Dimas-Martínez, acusado de assassinar um adolescente em 2006, enviou mensagens para a rede social durante o processo.
Rodrigo Leite (www.expresso.pt)
Erickson Dimas-Martínez foi condenado à pena de morte em 2010 Arkansas Department of Correction/AP Erickson Dimas-Martínez foi condenado à pena de morte em 2010

O Supremo Tribunal do estado do Arkansas anulou a pena de morte a um detido, depois dos advogados de defesa alegarem que um dos jurados comentou o julgamento via Twitter, apesar da proibição de qualquer contacto com o exterior.

Os advogados de defesa de Erickson Dimas Martínez, que foi condenado à morte em março de 2010 pelo homicídio de um adolescente de 17 anos, revelaram ainda que outro membro do júri terá dormido durante o julgamento.

O jurado identificado como Randy Franco partilhou através do Twitter a seguinte mensagem: "Escolhas serão feitas. Corações serão partidos... Cada um de nós tem de definir a grande linha".

Segundo o "The Guardian", menos de uma hora antes de ser anunciado o veredicto Franco escreveu nova mensagem: "Acabou".

O jornal inglês revela que Randy Franco enviou outras mensagens, dando a entender que não estava satisfeito com o trabalho de jurado. "Aqui o café é uma porcaria" ou "Tribunal. Dia 5. Aqui vamos nós outra vez", foram outras mensagens partilhadas no Twitter.

O Supremo Tribunal estadual reconheceu que Randy Franco, conhecido nos documentos do tribunal como jurado número 2, violou a regra geral de não comentar o processo.

Telemóveis nos tribunais


O juiz associado escreveu no veredicto que "por causa da natureza do Twitter, os tweets do jurado número 2 acerca do julgamento chegaram a ser discussões públicas. Mesmo que essas discussões tenham sido unilaterais, não é de forma nenhuma apropriado para um jurado escrever considerações, pensamentos ou outra informação acerca do caso de uma forma tão pública".

Os juízes aproveitaram este caso para alertar para a diversidade de más condutas que podem acontecer quando os jurados têm acesso sem restrições aos seus telemóveis durante um julgamento.

"A maior parte dos telemóveis permitem acesso instantâneo a uma miríade de informação. Os jurados podem aceder não só ao Facebook, Twitter ou outros sites de redes sociais, mas podem aceder a sites noticiosos, que podem ter informações sobre um caso", concluiu Corbin.

Comentários 3 Comentar
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Como salvar a vida de um homem
A serio? a vida ou morte deste homem depende do twitter? Entao mobilizo todos os jurados a fazer twitts acerca dos processos lol é tao simples salvar uma vida.... -.-'

ha duas coisas que me irritam aqui: a pena de morte em si, mas ainda mais irritante é o jurado ser constituído por um conjunto de pessoas que nada têm que ver com o caso, que nada sabem de leis e que possivelmente nao conhecem mais do que aquilo que é o senso comum. Alguem de diz se os juris são mesmo constituídos assim nos States?
E no meio disto tudo: ele era culpado ou não? Ver comentário
Re: Como salvar a vida de um homem Ver comentário
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