No sábado passado, partiu com sucesso para Marte (onde deverá chegar em Agosto do próximo ano) o rover Curiosity da NASA, do tamanho de um carro desportivo e com o objectivo de determinar se a área onde o rover pousar alguma vez teve, ou ainda tem, condições ambientais favoráveis a vida microbial, em termos de habitabilidade e sua preservação.
A história da exploração robótica de Marte começa em meados dos anos 70 com as missões Viking 1 e 2 da NASA. Os lander Viking aterraram na superfície de Marte mas não se podiam mover, só observavam. O rover Sojourner (missão Pathfinder, 1997) introduziu a novidade de se poder mover, ainda que lentamente, na superfície do planeta vermelho, e uma forma de "pousar" mais barata mas "radical", usando um airbag amortecedor e pulando sobre o terreno até estabilizar. Entretanto, os rovers foram crescendo e sofisticando-se e, em 2003, o Spirit e o Opportunity chegam a Marte com meios mais sofisticados a bordo, maior velocidade e dimensões (aproximadamente um carrinho de golfe).
No sábado passado, partiu com sucesso para Marte (onde deverá chegar em Agosto do próximo ano) o descendente mais velho desta família, de seu nome Curiosity, do tamanho de um carro desportivo e com várias características adicionais interessantes. Desde logo, o objectivo da missão: determinar se a área onde o rover pousar alguma vez teve, ou ainda tem, condições ambientais favoráveis a vida microbial, em termos de habitabilidade e sua preservação. O Curiosity é 5 vezes mais pesado que os seus antecessores e tem o dobro do comprimento (3 m). Move-se em média 200 m por dia a propulsão nuclear, que lhe vai permitir executar uma missão à partida prevista para 23 meses, mais imune à sujidade dos painéis solares que prejudicam as recargas das baterias. E a chegada ao 4º planeta a partir do Sol será ainda mais espectacular porque baseada num sistema a que os americanos chamam guindaste do céu (sky crane),de que havíamos aqui falado há 2 anos noutro post
, em que, depois da habitual travagem com pára-quedas, uma espécie de disco-voador usa jactos para pairar sobre o local de "aterragem" (seleccionado por observação local com uma câmara a bordo, para evitar rochas ou crateras) e desce o rover preso por um cabo até este tocar o solo, afastando-se depois para cair longe dali.
Mais detalhes da partida e da missão no vídeo junto a este texto, e no sítio da missão
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Aqui acompanharemos a chegada do Curiosity a Marte e os seus passeios pelo planeta vermelho daqui a 6 meses... se entretanto ele conseguir ultrapassar os "6 minutos do vale da morte" de que falam os controladores da missão quando se referem aos difíceis passos finais da aterragem completamente autónoma e só testada em simulação.
Nota
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